O promotor de Justiça da Infância e Juventude, Ari Madeira Costa, postou uma nota à comunidade em sua conta em uma rede social, na noite desta sexta-feira (9) sobre o caso da morte do Padre João Paulo, 35 anos, que ocorreu há dois meses. De acordo com o promotor, a nota foi emitida pela Juíza da Infância, Dra. Maria das Graças e por ele.

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Promotor Ari Madeira publicou nota dando uma resposta por parte da Justiça à sociedade – Foto: Arquivo / AGORA MT

Conforme narrado, o processo foi sentenciado e responsabiliza os três menores. “Os quais deverão se submeter à medida socioeducativa de internação por prazo indeterminado, com avaliações psicossociais a cada seis meses, valendo consignar que, de acordo com a ordem legal vigente, as medidas socioeducativas cessam quando seus destinatários atingem 21 anos de idade, ” diz trecho da nota.

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Segundo o texto, quanto ao fato e as provas colhidas pela autoridade policial, foi feita a quebra de sigilo dos telefones apreendidos da vítima e agressores, análise de câmeras de segurança das ruas mencionadas nos depoimentos, testemunhas, confissões de agressores, entre outras,  reafirmando que o crime foi cometido pelos adolescentes.

O texto explica que os menores estavam no shopping naquela noite e passaram em um bar nas proximidades.

“Depois de ingerirem bebida alcoólica, tomaram o caminho de suas casas, num longo percurso a pé, andando tranquilamente, ocasião em que chegaram a usar maconha. Tais afirmações são feitas com base nas filmagens que foram colhidas das câmeras de segurança espalhadas nas empresas ao longo das ruas em que caminhavam os adolescentes, bem como nas ligações telefônicas recebidas e efetuadas por eles, além de suas confissões, ” diz a nota.

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Com as provas ficou averiguado que não há qualquer indício de que os menores teriam planejado o crime e que estavam a serviço de terceiros. A nota ainda afirma que esta foi a 1ª infração grave que os adolescentes se envolveram.

Conforme narrado, também ficou descartado, através da quebra de sigilo telefônico, que houve qualquer contato anterior entre a vítima e os agressores. O texto aponta então que o caso iniciou com uma carona dada pelo pároco aos adolescentes e que no percurso acabou ocorrendo o fato.

“Existem indícios de que, no momento das agressões que antecederam a subtração do veículo e outros pertences do Padre João Paulo, ele teria sido reconhecido por um dos adolescentes que já havia prestado serviços na Paróquia na construção de uma escada, decorrendo daí o receio dos agressores de serem identificados. Colhe-se, ainda, que o Padre ainda chegou a lutar pela própria vida, pois se livrou dos agressores e saiu correndo e gritando por socorro, momento em que foi perseguido, imobilizado e abatido,” diz o texto.

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Na publicação do promotor ainda fala sobre os motivos dos autos correrem sob segredo de Justiça. Veja abaixo a publicação:

Imagem: publicação do promotor ari madeira sobre o caso do padre joão Paulo
Imagem: promotor ari madeira dá detalhes sobre o caso de Padre João Paulo
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