Imagem: combustivel
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O óleo diesel subiu oito vezes em Mato Grosso de acordo com o levantamento feito pela Agência Nacional de Petróleo (ANO). Esse valor pago no petróleo em janeiro desde ano é o maior valor comparado ao ano passado. Os reajustes segundo o Sindipetróleo (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso), são feitos após avaliações mensais, que levam em conta, por exemplo, a análise cambial do mês.

Os aumentos foram maiores nos últimos meses e com o aumento de diesel, os preços estão sendo repassados para os distribuidores e depois até as bombas. Para os caminhoneiros, eles são a categoria mais prejudicada com esse aumento, que tem resultado no valor do frete.

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Segundo o diretor executivo da Associação dos Transportes de Carga de Mato Grosso, Miguel Mendes “Este é um dos motivos das paralisações que estão surgindo no país, pois o transportador não consegue repassar estes aumentos para os seus contratantes, reduzindo a cada aumento destes a sua rentabilidade. ” Aponta.

De acordo com o diretor executivo o óleo diesel é o principal insumo utilizado pelas Transportadoras e consome mais de 50℅ das receitas das empresas. Ou seja, de cada R$ 1.000,00 faturado, R$ 500,00 é destinado para o item combustível.

Segundo caminhoneiros, os valores gastos com o combustível consomem quase todo o lucro. O que antes era gasto 20% com o diesel, hoje é quase 70%

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“O aumento do diesel não é repassado no valor do frete. O transportador não tem poder de negociação e quando lançam um preço para o serviço o trabalhador acaba aceitando. Por isso, cada aumento é absorvido pelos transportadores”, afirmou Mendes.

Os caminhoneiros para protestar contra a queda no preço do frete e agora também pelo o aumento no combustível, eles fecham mais de cinco pontos em todo o Estado de Mato Grosso, em Rondonópolis, Nova Mutum e Primavera do Leste.

O Diretor Executivo Miguel Mendes diz “ A situação do setor é crítica e está piorando cada vez mais. Não é à toa que inúmeras empresas estão quebrando e muitos caminhoneiros autônomos deixando a profissão.” Afirma.

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