Os distúrbios ligados a protestos contra o aumento do preço dos combustíveis no México, conhecidos como “gasolinazo”, já deixaram seis mortos e mais de 1.500 detidos.

Diante das manifestações, saques, bloqueios de estradas e atos de violência, o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, apelou para a compreensão da população para a decisão de “optar pelo mal menor” e afirmou que o aumento do preço dos combustíveis foi “uma decisão difícil, impopular, mas necessária”.

Imagem: aumento da gosolina deixa mortos no mexico
Foto: Félix Márquez/AP

O preço da gasolina e do diesel subiu entre 14% e 20% desde que o governo de Peña Nieto desregulamentou os preços e decretou o reajuste a partir de 1º de janeiro – o que causou a ira dos mexicanos.

O sub-secretário de governo, René Juárez, afirmou que “mais de 1.500 pessoas” foram detidas por atos de vandalismo e que “a soma de esforços dos governos [federal, estadual e municipal] está permitindo conter os atos fora da lei”.
Três pessoas foram mortas no estado de Veracruz, uma no estado de Hidalgo e outra — um policial — na capital Cidade do México

Leia também:  Fortes chuvas causam inundações e deixam dezenas de mortos e desaparecidos no Japão

“O aumento da gasolina impactou e provocou um grande descontentamento”, afirmou o governador de Nuevo León, Jaime Rodríguez Calderón, ao apresentar um balanço dos motins derivados dos protestos.
O governador afirmou que não permitirá mais atos de vandalismo nem saques. “Todos aqueles que participaram dos saques vão ser perseguidos”, afirmou Calderón.
Em Monterrey, várias manifestações convergiram para a frente do palácio de governo do estado, reunindo mais de 10 mil pessoas. Um grupo de jovens tentou entrar no prédio e foram impedidos pela polícia.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.