Imagem: Blindado da Tropa de Choque da PM do Rio Grande do Norte entra na penitenciária estadual de Alcaçuz, na Grande Natal Foto Fred CarvalhoG1
Blindado da Tropa de Choque da PM do Rio Grande do Norte entra na penitenciária estadual de Alcaçuz, na Grande Natal – Foto: Fred Carvalho / G1

O clima continua tenso na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no Rido Grande do Norte. Os detentos iniciaram uma rebelião por volta das 16h30 deste sábado (14) e até a última nota oficial divulgada dez (10) presos já haveriam sido mortos, há ainda a informação de que pelos menos três haveriam sido decapitados.

No início da noite, o coordenador de administração penitenciária da Sejuc, Zemilton Silva, informou à imprensa que o tumultuo é de “grandes proporções” na unidade prisional da grande Natal.

A assessoria da Polícia Militar informou que o motim começou quando presos do pavilhão 1 invadiram o pavilhão 5 da penitenciária. Os pavilhões da penitenciária são controlados por facções criminosas.

O juiz de Execuções Penais de Natal, Henrique Baltazar Vilar dos Santos, disse que gravações dos presos já mostram “várias cabeças decapitadas espalhadas no pátio”, ainda segundo o magistrado os presos controlam várias alas da penitenciária, “Relatos de agentes e policiais falam que eles já destruíram o bloqueador de celular e estão controlando pavilhões.”

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Para Baltazar, desde março de 2015 há pavilhões com celas sem grades, “Então, dentro os presos já comandavam. O Estado controlava só os muros (…) Alcaçuz é semi-destruído e agora eles devem terminar de destruir. Sempre houve notícia de que eles tinham armas lá dentro. Não é de hoje”, acrescentou.

Segundo ele, o presídio Rogério Coutinho Madruga, inaugurado em 2011 no mesmo terreno de Alcaçuz, era onde estavam mantidos presos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), enquanto o pavilhão 4 da unidade vizinha é reduto do Sindicato RN, facção ligada ao Comando Vermelho.

Por volta das 5h de hoje (15) grupos especiais da Polícia Militar e uma tropa da Força Nacional de Segurança entraram no presídio para conter a rebelião. Desde a entrada das forças policiais não foi emitido nenhum boletim oficial pelo governo do estado do Rio Grande do Norte.

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NOTA À IMPRENSA

  1. A respeito da rebelião em curso no presídio de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal-RN, o Governo do Rio Grande do Norte esclarece que:

2. A rebelião teve início por volta das 17h, partiu de uma briga entre presos dos pavilhões 4 e 5 e está restrita aos dois pavilhões. Estão sendo levantadas informações acerca do envolvimento de facções criminosas. A polícia está trabalhando no local para a contenção da rebelião.

3. Não há registro de fugas;

4. As informações quanto ao números de mortos e feridos estão em levantamento, com pelo menos 10 mortes confirmadas até o momento;

5. Desde o início da noite, o governador do Estado do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, está no Gabinete de Gestão Integrada (GGI), com o secretário de Segurança Pública, Caio César Bezerra; o secretário de Justiça e Cidadania, Wallber Virgolino; o presidente do Tribunal de Justiça, Expedito Ferrreira; o procurador geral de Justiça do RN, Rinaldo Reis; o comandante da PM, André Azevedo; e representantes das polícias civil e federal, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros e Força Nacional, no comando das medidas para a contenção e resolução do problema nas próximas horas;

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6. O governador Robinson Faria entrou em contato com ministro da Justiça, Alexandre de Morais, para que o Governo Federal acompanhe a situação do Estado, e pediu reforço da Força Nacional no lado externo do presídio, o que foi autorizado prontamente;

7. Não há registro de nenhuma ação externa aos presídios. O problema está restrito a Alcaçuz e a população pode seguir com suas atividades dentro da normalidade.

 

 

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