Mato Grosso registrou um aumento em mais de 36% em casos de ocorrências relacionadas a menores de idade no ano de 2016 em comparação com 2015. De acordo com a  Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-MT) foram mais de 1,1 mil registros de casos como estupro, tentativa de estupro, assédio sexual e ato obsceno.

De acordo com um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), feito com base nos dados de 2011 do Sistema de Informações de Agravo de Notificação do Ministério da Saúde (Sinan), 70% das vítimas de estupro no Brasil são crianças e adolescentes. Em metade das ocorrências envolvendo menores, há um histórico de estupros anteriores. Além disso, a proporção de ocorrências com mais de um agressor é maior quando a vítima é adolescente e menor quando ela é criança. Cerca de 15% dos estupros registrados no sistema do Ministério da Saúde envolveram dois ou mais agressores.

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Dados de 2014 mostram que o Brasil tinha um caso de estupro notificado a cada 11 minutos.

Ainda conforme pesquisas, no mínimo 527 mil pessoas são estupradas por ano no Brasil e que, destes casos, apenas 10% chegam ao conhecimento da Polícia. Os registros do Sinan demonstram que 89% das vítimas são do sexo feminino e possuem, em geral, baixa escolaridade. Do total, 70% são crianças e adolescentes.

Esses números mostram que 24,1% dos agressores das crianças são os próprios pais ou padrastos, e 32,2% são amigos ou conhecidos da vítima. O indivíduo desconhecido passa a configurar paulatinamente como principal autor do estupro à medida que a idade da vítima aumenta. Na fase adulta, este responde por 60,5% dos casos.

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Em geral, também segundo o Ipea, 70% dos estupros são cometidos por parentes, namorados ou amigos/conhecidos da vítima, o que indica que o principal inimigo está dentro de casa e que a violência nasce dentro dos lares.

De acordo com o delegado Cláudio Alvarez Santana, da Polícia Civil, a fiscalização das redes sociais dos filhos é um caminho para a prevenção dos crimes.

 

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