O ano de 2016 encerra com alguns resultados positivos, outros nem tanto. O Estado de Mato Grosso registrou o menor crescimento de área dos últimos cinco anos, com 9,3 milhões de hectares (ha) cultivados.

Do ponto de vista produtivo, o resultado foi desanimador, com média de 49,78 sc/ha no Estado, a produtividade foi a menor desde 2009. Como consequência, a produção veio abaixo do aguardado, com 27,8 milhões de toneladas, o que refletiu sobre a demanda, principalmente para o esmagamento. No entanto, nem todos os resultados
foram negativos. Em junho, foram registradas as maiores médias nominais de preços de soja da história de MT, estimuladas pela oferta interna restrita, demanda elevada, e também pela alta de Chicago e do dólar no meio do ano.

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No balanço anual, o preço mais elevado que nas safras passadas foi contrabalanceado pelo custo produtivo total, que apresentou patamar inédito de R$ 2.958/ha. Passando a régua, “pontos” positivos e negativos pesaram sobre o bolso do produtor em 2016. Do lado positivo, o aumento do escoamento, em 8 p.p., pelos portos do norte na safra de soja em 2016 e patamares inéditos das cotações internas trouxeram oportunidades.

Do lado negativo, a alta dos custos produtivos e recuo da produtividade elevaram o risco da safra.

As informações foram divulgadas pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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