Um remédio contra a Hepatite C é a mais nova aposta dos cientistas pro tratamento da zika. O estudo é coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz.
Foram apenas oito meses de pesquisas e um resultado que pode salvar vidas.
A descoberta é de pesquisadores da Fiocruz, do Instituto D’Or, da UFRJ, do Instituto Nacional de Doenças Negligenciadas, em parceria com indústrias farmacêuticas.

Imagem: zika vírus pode ser controlada com remédio de hepatite c
Foto: Jornal Nacional

Thiago Moreno, especialista em antivirais, partiu da semelhança entre os vírus da zika e da hepatite C. Os dois têm uma enzima chamada RNA polimerase, que ajuda a multiplicar o vírus.
Um remédio chamado sofosbuvir – já usado no tratamento da hepatite C – age exatamente sobre essa enzima.

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“Trabalhando com remédios que já são aprovados, a gente consegue realizar essa pesquisa de uma maneira mais rápida, mais acelerada. E a gente tem no sofosbuvir um potencial novo, um potencial remédio que poderia ser adaptado para a utilização em zika”, explica Thiago Moreno Lopes e Souza, coordenador do estudo, CTDS/Fiocruz #
O próximo passo foi testar esse medicamento em laboratório contra o vírus da zika. E o resultado foi mesmo da hepatite C. O teste foi feito em seis tipos de células. Em cinco, o remédio bloqueou a multiplicação e eliminou o vírus da doença, além de ajudar a recuperar células que foram infectadas e preservar as que estavam saudáveis.

A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira (18) na revista científica inglesa, “Scientific reports”. E entre todos os medicamentos já testados contra zika, esse tem a grande vantagem de atuar diretamente no vírus, sem afetar o funcionamento da célula.
O estudo mostra que o remédio provoca tantas mutações no vírus que ele não consegue mais se multiplicar.

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Mais uma boa notícia nessa luta do mundo contra uma doença que deixou uma geração com sequelas da microcefalia.
“A gente imagina até o segundo semestre terminar os ensaios em animais de laboratório. É um primeiro passo de uma esperança no combate à zika”, diz o coordenador do estudo.
Os pesquisadores esperam começar os testes com pacientes no fim do ano ou no início de 2018.

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