Imagem: dcb3bede 811c 491c a71d 9bf5cfa8f258
Foto: Você Repórter

A Serra do Caldeirão continua invadida por centenas de pessoas, o movimento acontece desde sexta-feira (30), que segundo eles querem voltar a garimpar na área, que ficou conhecida nacionalmente como a 2ª Serra Pelada, o local fica cerca de 35 quilômetros de Pontes e Lacerda-MT, cerca de 448 km de Cuiabá.

Um grupo armado se intitulando como segurança e proprietários da Serra se apropriaram do local, que conforme o delegado da Polícia Civil, Gilson Siqueira, danificaram os bens pertencentes a mineradora, colocaram fogos nas instalações de vídeo e comunicação, e portavam armas pesadas.

Forças policiais já se reúnem para estudar uma possibilidade de remover as pessoas da Serra, que ficou conhecida em setembro de 2015 quando milhares de pessoas de todo o país descobriram a existência de ouro na região.

Leia também:  Moto com queixa de roubo ou furto é recuperada e mulher é presa por receptação

Segundo o delegado, após receberem as denúncias, os policiais se deslocaram até o local, onde foram recebidos a tiros. “Justamente por essa lavra ilegal e o ímpeto de achar o ouro, que os invasores estão dispostos a enfrentar o Poder Público, houve um confronto com a Polícia e o que me parece é que eles tão preparado para a guerra, mas até o momento não houve ferido”.

Imagem: ef0de0e5 d195 40a2 a307 4bec37bce156
Foto: Você Repórter

De acordo com Silveira, os suspeitos não seriam garimpeiros e estariam na Serra apenas realizando a “segurança” do local, a mando de criminosos considerados muito mais perigosos. “Há suspeita de que membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) sejam os organizadores da nova invasão, mas não foi confirmado ainda, estamos trabalhando para identificar os suspeitos, para depois decidirmos junto à Secretaria de Segurança Pública (Sesp) o que será feito”.

Leia também:  Delegada explica a prisão do pastor foragido
Imagem: Serra Pontes e Lacerda
Foto: Sandro Rodrigues / assessoria

Já foi acionado a Polícia Federal (PF) por ser uma área de responsabilidade de União. O Delegado ainda afirma que não se sabe a quantidade exata de garimpeiros que atuam na extração de ouro na Serra, porém que segundo as investigações pelo menos 100 pessoas trabalham no local.

Reunião

A Sesp informou que está adotando medidas repressivas e preventivas em relação a nova invasão na Serra do Caldeirão, por meio das ações integradas entre as Polícias Civil e Militar. Ainda conforme a pasta, nesta terça-feira (3) haverá uma reunião com as forças de segurança na região de fronteira com participação da Polícia Civil, Polícia Militar e Ministério Público Federal (MPF). Na ocasião, vão decidir quais outras medidas serão tomadas em relação ao fato.

Leia também:  Rapaz é preso suspeito de abusar de criança de 12 anos em Rondonópolis

 

 

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.