Com Bernie Ecclestone apenas como conselheiro dos três profissionais que vão administrar a F1, Chase Carey, diretor executivo, Sean Bratches, área comercial, e Ross Brawn, técnica, a grande pergunta que milhares de fãs estão fazendo é o que muda a curto e longo prazo na competição?

Como todos reconhecem, Ecclestone, hoje com 86 anos, foi o grande líder que transformou a F1 num evento capaz de gerar um comprador disposto a investir US$ 8 bilhões (R$ 25 bilhões) para explorá-la esporte e comercialmente, como o Liberty Media. O inglês foi, portanto, brilhante na promoção da F1.

Mas tão logo o grupo norte-americano depositou a parte combinada do dinheiro, há uma semana e sentiu-se dono da F1, seu presidente, Greg Maffei, afastou Ecclestone do cargo de diretor executivo da Formula One Management (FOM). Num certo sentido, foi uma surpresa. Não se esperava que fosse ocorrer de imediato. Maffei colocou no lugar um homem da sua confiança, Carey, de 62 anos.

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Os três novos dirigentes sabem não ter como mudar a F1 radicalmente até 2020. Não há como. Está em curso, desde 2013, a última versão do chamado Acordo da Concórdia. Trata-se de um contrato onde está explicitado a porcentagem de dinheiro distribuída às equipes, a partir do arrecadado pela FOM, pouco mais de US$ 1 bilhão (R$ 3,2 bilhões) por ano, o critério de repasse dessas verbas, de definição das regras e os direitos e as obrigações de todos na F1.

Carey, no entanto, já lançou alguns balões de ensaio do que deseja para o futuro, ao afirmar que a Ferrari deve abrir mão dos US$ 70 milhões (R$ 224 milhões) que recebe apenas por sua importância histórica a fim de que esse dinheiro seja melhor distribuído, mais times sejam competitivos e novos patrocinadores se interessem pela F1. A resposta do diretor da empresa, Piero Lardi Ferrari, foi de bate pronto:

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– Se alguém desejar mudar algo até 2020 pagará caro.
Carey sabe que se a Ferrari recorrer à justiça não há o que discutir, vence a disputa e custará ainda mais dinheiro aos novos donos dos direitos comerciais da F1. Também será muito difícil reduzir o impressionante poder da Ferrari quanto ao seu direito de vetar alguma medida aprovada pela Grupo de Estratégia que contrarie seus interesses. E mesmo rever o critério de aprovação das mudanças no regulamento não será fácil.

Hoje as ideias que surgem no Grupo de Estratégia são votadas e em seguida vão para a Comissão de F1 e depois o Conselho Mundial da FIA. O Grupo de Estratégia é formado por um representante da Ferrari, Mercedes, RBR, Williams, McLaren e o time melhor colocado, fora esses cinco, mais um da FOM e da FIA. Maioria simples vence. Já na Comissão de F1 todas as escuderias participam, além de FIA, FOM, fornecedores de equipamentos e promotores de GP.

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Portanto, nesse sentido, no que diz respeito ao estabelecido pelo Acordo da Concórdia, como os critérios de distribuição das verbas e revisão de como definir o regulamento, o que redimensionaria a F1, fica tudo como está nos próximos quatro anos. Salvo uma revolução, bem pouco provável.

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