Imagem: temer
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Representantes de um grupo formado por 44 movimentos sociais, além de juristas e outros membros da sociedade civil, entregaram nesta quarta-feira (25) a um assessor do presidente Michel Temer uma carta com sugestões de oito nomes para ocupar a vaga deixada pelo ministro Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF).
Teori morreu no último dia 19, vítima de um acidente aéreo em Paraty (RJ). Ele era o relator da Operação Lava Jato na Corte.

Os nomes sugeridos pelo grupo são:

  • Fausto De Sanctis (desembargador federal);
  • Hélio Egydio De Matos Nogueira (juiz federal);
  • Humberto Bergmann Ávila (advogado);
  • Ives Gandra Martins Filho (presidente do Tribunal Superior do Trabalho);
  • João Batista Gomes Moreira (professo de Direito);
  • Júlio Marcelo de Oliveira (procurador do Ministério Público);
  • Roberto Delmanto Júnior (advogado);
  • Roberto Livianu (promotor).
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Entre os signatários do documento estão os juristas Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo, dois dos três autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, sendo o último também fundador do PT. Alguns dos movimentos que assinaram a carta são o Limpa Brasil, Brasil nas Ruas e Vem pra Luta.
Após mais de duas horas de espera no Palácio do Planalto, o grupo foi recebido por um dos assessores especiais de Temer, Rodrigo Rocha Loures.

Após a entrega da carta, a porta-voz do movimento Nas Ruas, Carla Zambelli, disse que a intenção do grupo é sugerir nomes que apoiem a Lava Jato, sejam apartidárias e que preencham os requisitos para assumir o cargo de ministro do STF.
“Esperamos que, com essa carta, ele [Temer] possa entender qual o tipo de perfil do próximo ministro do STF. Mais importante do que isso, a carta vem em um momento em que a sociedade discute os critérios de indicação ao STF”, defendeu.

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Além dos nomes sugeridos, os movimentos citaram no documento nomes que não desejariam ver no STF, como o do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, da Advogada-Geral da União, Grace Mendonça, e do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Luis Felipe Salomão. Na avaliação do grupo, os três são “excessivamente partidários”.

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