Imagem: bexigaA bexiga hiperativa é caracterizada pela urgência de fazer xixi, podendo ou não ser acompanhada de incontinência urinária — apesar de mais comum em idosos, afeta todas as idades. Agora, uma pesquisa com portadoras da síndrome concluiu que ela está ligada a distúrbios mentais.

Das 274 participantes, 59,8% tinham depressão e 62,4% mostraram sinais de ansiedade. Os números expressivos servem de alerta: “Abordar os aspectos psicológicos é importante no tratamento dos sintomas urinários, mas, muitas vezes, acaba sendo deixado de lado pelos profissionais da saúde”, lamenta a terapeuta sexual Iane Melott, autora do trabalho realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em comunicado. “Escutar as queixas das mulheres, aprofundando o conhecimento de suas vivências, pode permitir uma melhor compreensão sobre o problema”, arremata.

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Os especialistas dizem que não dá para saber se a bexiga hiperativa causa depressão e ansiedade ou o contrário. Mesmo assim, conseguiram observar que, quanto maior a intensidade de um desses transtornos, maior a probabilidade de o outro se manifestar.

Mais de 50% das brasileiras que sofrem com o distúrbio não procuram tratamento, que pode incluir fisioterapia, cirurgia, terapia comportamental e medicamentos. Sem as intervenções, a qualidade de vida das pacientes cai substancialmente. “Em alguns casos, elas deixam de trabalhar ou fazer uma viagem”, exemplifica Iane. “Muitas vezes, a mulher com a síndrome já sai de casa pensando se vai ter banheiro, se vai poder ir ao banheiro e em que momento isso vai ser possível”, conclui.

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