Os polêmicos árbitros adicionais, aqueles que ficam atrás dos gols, voltaram ao Campeonato Carioca em 2017 após dois anos. Já na terceira rodada, um erro decisivo: Leandro Newley Belota não viu que a bola saiu pela linha de fundo e, na sequência do lance, o Botafogo fez o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Macaé. Para evitar falhas desse tipo, a CBF quer investir mais em treinamentos.

Chefe de arbitragem da CBF, Coronel Marinho assistiu ao lance que gerou, inclusive, o afastamento de Leandro Newley. Ele entende que uma boa seleção dos árbitros adicionais e mais horas de treinamento podem, sim, diminuir a margem de erro.
– Precisa de treinamento, selecionar as pessoas. Os adicionais, no Brasileirão, vão continuar apitando em outras séries, mas (na Série A) serão sempre os mesmos. Isso é para facilitar o trabalho, o entrosamento. A orientação correta do posicionamento também é importante. São coisas que vamos corrigindo. Vamos chamar atenção (de quem errar). Vamos registrar esse tipo de lance, analisar e entender por que ele não viu que a bola saiu – explicou Marinho.

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No Campeonato Brasileiro, que também terá o retorno dos adicionais, haverá uma tentativa de formação de “times”. Marinho acredita que, com mais entrosamento, os árbitros se comunicarão melhor para evitar mais erros. A quantidade de jogos das séries A e B, porém, dificultam: são 10 por rodada em cada uma delas.

– Tenho a informação de que os árbitros preferem atuar com o adicional, porque têm ângulos diferentes. Tudo depende do planejamento (para formar times). Isso é difícil, mas vamos tentar fazer com que três grupos que atuem sempre juntos. Estamos estudando ainda. Isso é fundamental e funcionou em São Paulo. Aqui (no Brasil) temos problemas de distância, mas vamos tentar – completou.

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Gaciba opina
Leonardo Gaciba, ex-árbitro e comentarista de arbitragem da TV Globo, também vê importância no entrosamento entre os profissionais, mas destaca a importância de mais treinamento.

– O entrosamento é bom em qualquer função. Um profissional que trabalha um ano com outro tem um tipo de postura. No fim da minha carreira, eu tinha uns assistentes em quem confiava muito. E o contrário também existia. O que me preocupa é exatamente a questão do treinamento: quanto tempo, como pretendem fazer esse treinamento… Duas horas num fim de semana? Isso não é tempo suficiente para um trio entrosado. Precisaria de um trabalho. Aí volta a velha discussão: se eles fossem profissionais, teriam cinco horas por dia de treinamento – lamenta.

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Em contrapartida, Gaciba também vê pontos positivos no retorno dos adicionais:
– Não vejo como uma perda de poder (aos árbitros). Acho que, na verdade, são mais quatro olhos para ajudar o árbitro central a tomar a decisão correta. O importante é a decisão final ser correta. O problema é que tem pouco treinamento para esses profissionais e acabamos vendo esse tipo de erro (como no jogo do Botafogo).

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