Imagem: carvoariaUma carvoaria clandestina foi fechada pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), da Polícia Judiciária Civil, na quinta-feira (15), no município de Nova Brasilândia. A ação realizada em conjunto com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) resultou em quase 1 tonelada de carvão apreendida, além da apreensão de armas, munições e de uma motosserra.

O proprietário do estabelecimento ilegal, J. D. C., 40, é funcionário da Prefeitura de Nova Brasilândia e foi preso em flagrante pelo crime ambiental de venda e depósito de lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal sem a devida licença.

As investigações iniciaram após denúncia recebida pela Sema, sobre a carvoaria clandestina e morte de animais com armas de caça, em uma área de preservação permanente. Com base nas informações, as equipes da Dema e Sema se deslocaram até o local denunciado, a cerca de 50 quilômetros de Nova Brasilândia, na zona rural, em uma área de preservação permanente de Chapada dos Guimarães.
No primeiro momento, os policiais conversaram com o caseiro da propriedade que confirmou a existência de dois fornos no local, nos quais eram queimadas madeiras encontradas derrubadas na região.

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Porém durante a conversa, o proprietário do sítio chegou ao local e confessou que mantinha a carvoaria clandestina, que abastecia as cidades de Nova Brasilândia e Planalto da Serra. De acordo com o suspeito, quando ele comprou a sítio a cerca de 1 ano, a atividade ilícita já funcionava na propriedade.

Em buscas no barraco de madeira, usado como residência, policiais encontraram duas espingardas cartucheiras, com 9 munições intactas, 88 embalagens para carvão, uma motosserra Stihl e 537 quilos de carvão. Em continuidade as diligências, as equipes seguiram até o depósito do suspeito, na cidade de Nova Brasilândia, onde apreenderam dois grampeadores e mais 430 quilos de carvão vegetal, totalizando 967 quilos de material ilícito apreendido.

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O flagrante foi lavrado na Delegacia de Chapada dos Guimarães. O carvão vegetal apreendido será doado para igreja católica da cidade de Nova Brasilândia, conforme termo de apreensão feito pela Sema.

Segundo a delegada titular da Dema, Alessandra Saturnino, as investigações de carvoarias que atuam de forma clandestina devem iniciar logo que chegam as primeiras denúncias. “É o tipo de ação que fomenta o desmatamento, causando prejuízos ao meio ambiente”, disse.

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