Imagem: Olho Diabético
Foto: Ilustrativa

Atualmente, a melhor forma de detectar a retinopatia diabética é com um retinógrafo, um aparelho que tira fotos do fundo do olho. Na verdade, quem diagnostica mesmo é o médico — a máquina só faz as imagens que, posteriormente, são apresentadas ao especialista. Mas esse processo está prestes a se tornar mais simples, graças a pesquisas do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp.

Os cientistas criaram um software capaz de fazer uma espécie de triagem nos olhos. O próprio programa, usando inteligência artificial, identifica se o paciente está ou não com a retina um pouco danificada. “Ele consegue apontar o tipo de lesão e inferir se a pessoa tem um risco aumentado de retinopatia e se precisa consultar um oftalmologista”, explica Anderson Rocha, professor da Unicamp envolvido no projeto. “Com isso, o médico foca nos casos que merecem atenção imediata”, completa.

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A “inteligência” do equipamento foi desenvolvida com base em mais de 5 mil fotos de olhos de diabéticos ou não — os experts marcavam as que pertenciam a pacientes saudáveis. “A partir disso, começamos a desenvolver o algoritmo de aprendizado da máquina, de modo que ela pudesse progredir a partir desses exemplos”, esclarece Rocha.

A retinopatia está presente na vida de 75% dos sujeitos que têm diabete há mais de 20 anos. Ela ocorre quando o excesso de glicose no sangue danifica e fragiliza os vasos sanguíneos oculares. Isso ocasiona pequenas hemorragias e infiltrações de gordura na retina. Caso não seja tratada, pode levar à perda parcial ou total da visão.

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 Na prática

Rocha esclarece que a ideia é associar o software ao retinógrafo para que se torne portátil. No futuro, talvez dê para acoplar o equipamento no smartphone.

Segundo o professor, os primeiros passos para que isso aconteça já foram dados. Ele ainda ressalta: “Essa tecnologia tem uma grande importância social, já que analisa uma enorme quantidade de fotos em um curto espaço de tempo. Existem milhares de pessoas tentando fazer o exame todos os anos e não há médicos suficientes para isso”, finaliza.

 

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