Em entrevista para a reportagem do AGORA MT a Nutricionista Patrícia Ceolin Especialista em obesidade e emagrecimento, mestre em metabolismo, explicou que em uma revisão bibliográfica feita por uma revista científica, publicada em (2016) avaliou a eficácia e os efeitos adversos dos cinco medicamentos aprovados para o tratamento da obesidade: orlistat, lorcaserina, naltrexona + bupropiona, pentamina + topiramato e liraglutida.
Qual seria a eficácia e o melhor medicamento para o controle do peso corporal? Segundo Ceolin cientificamente, o “tratamento da obesidade” é considerado de sucesso quando leva a perdas de pelo menos 10% do peso corporal. “Se fizermos uma porcentagem observado que enquanto 9% das pessoas do grupo placebo conseguiam atingir essa perda, 54% das pessoas que consumiram pentamina + topiramato atingiram essa meta. Já nos demais medicamentos a taxa de sucesso variou entre 20 a 34%.” Explicou.
A média da perda de peso, em quilos, depois de um ano de tratamento os medicamentos com maiores perdas foram: Topiramato, Liraglituda e Bupropiona. Os dois últimos também são os que apresentaram maior frequência de interrupção do tratamento por efeitos adversos, que incluíram hipoglicemia, complicações cardiovasculares, diverticulite, colecistite (inflamação da vesícula biliar), colelitíase (pedra na vesícula), pancreatite, entre outras. Parando a análise por aqui, poderíamos ter a impressão única de que os medicamentos parecem, de fato, efetivos para a perda de peso.
Mas, analisando mais criticamente os dados, vemos que a média de perda de peso depois de um ano de tratamento foi de 4,9kg! Um ano inteiro tomando remédio e, o pior, com muitos efeitos adversos reportados! Em uma conta rápida, isso significa uma perda de 400g por mês! Resultado que pode ser conseguido com outros métodos que, ao contrário dos remédios, não possuem qualquer contraindicação, seja através da atividade física (cujos efeitos vão muito além da perda de peso) ou de uma alimentação mais saudável que respeite as necessidades, preferências e limites de cada pessoa (e não mais uma “receitinha de bolo”).
Dicas sobre os efeitos É importante ressaltar que medir sucesso de intervenção através do peso corporal é extremamente superficial. Os efeitos de qualquer intervenção na composição corporal são muito mais relevantes! Por isso, o ideal é comparar a composição corporal, mas infelizmente, muitos estudos não apresentam esses dados. Ou seja, por isso, é fundamental entender a limitação de cada estudo antes de simplesmente extrapolar seus resultados. E, depois dessa breve análise do estudo publicado, você acha que tomar remédios para perda de peso realmente vale à pena?
Fim da conversa no bate-papo
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