Imagem: Policia Civil
Foto: Reprodução

A Polícia Judiciária Civil (PJC) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (20.02), a segunda fase da Operação Mercenários, para o cumprimento de 21 mandados de prisão preventiva, três buscas domiciliares e duas conduções coercitivas. A operação tem o apoio da Corregedoria da Polícia Militar (PM-MT).

A ação é desdobramento das investigações de homicídios praticados em Várzea Grande nos meses de março e abril de 2016, por pessoas associadas a organização criminosa composta por policiais militares e vigias que atuavam na região do bairro Cristo Rei.

Os mandados de prisão foram expedidos pela 1ª Vara Criminal de Várzea Grande contra 10 pessoas, sendo quatro policiais militares. Por se tratar de fatos distintos, os suspeitos foram investigados em processos separados e tiveram as prisões decretadas individualmente em cada um dos processos. São três suspeitos, cada um com quatro mandados de prisão, e uma pessoa com três ordens de prisão. Para os demais, foi expedido apenas um mandado de prisão.

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Nesta fase da operação, a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoas (DHPP) concluiu cinco inquéritos policiais que apuraram cinco homicídios e uma tentativa de homicídio. As medidas foram decretadas juntamente com o recebimento das denúncias nos processos. Os inquéritos já estão concluídos, exceto os dois casos de condução coercitiva.

Das 10 pessoas com mandados de prisão na operação Mercenários 2, seis  delas, incluindo dois policiais militares, encontram-se presas desde a primeira fase da operação, em 26 de abril de 2016.

As buscas domiciliares foram decretadas apenas para os réus que não foram alvos na primeira fase da operação. São três buscas, das quais duas são em residências de militares.

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As conduções coercitivas destinam-se a dois policiais militares investigados por participação na organização criminosa. Contra eles, não há nenhum homicídio relacionado.

Investigações

Ao longo de cinco meses de investigações, a DHPP confirmou que as mortes eram encomendadas mediante pagamento, evidenciando o motivo torpe. Outros inquéritos ainda estão em andamento na Delegacia e as investigações apontam para a autoria do mesmo grupo.

A apuração foi realizada por meio de uma força-tarefa entre as várias equipes da DHPP. A operação envolveu todo o efetivo da Especializada, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar, que acompanhou o cumprimento dos mandados destinados aos membros da corporação.

Para resguardar a continuidade dos trabalhos, não haverá pronunciamento por parte da DHPP. Os nomes dos investigados também não serão revelados pela Polícia Civil.

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