Imagem: criança é encontrada morta em creche.
Reprodução/Record TV Itapoan

Os pais do bebê morto dentro de uma creche no bairro de Pernambués, em Salvador, pedem uma explicação da dona do estabelecimento. Claudia Matos, mãe de Matheus Soraes, de apenas três meses, não entende o que aconteceu. Uma funcionária contou que deu água ao bebê e depois o colocou para dormir.

— Quero uma explicação, que ela diga o que fez, o que ocorreu. Porque se ela tivesse me ligado e me falado que o meu filho estava passando mal, eu tiraria ele de lá e perdoaria ela. Mas, a partir do momento, em que ela deixa o meu filho lá e não me liga, quem me liga é o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), não leva meu filho na emergência e deixa o meu filho morrer, eu quero justiça, quero saber o que houve.

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Juntos há dez anos, o casal sempre sonhou em ter um filho. Após perder a criança tão desejada, Claudia diz que foi como cortar um pedaço dela.

— É uma dor insuportável. A mesma coisa de você perder um braço, perder uma perna. Eu não sei dizer o que estou sentindo […] A minha vida acabou.

Segundo a mãe do garoto, um amigo indicou a creche, pois ela estava fazendo tratamento médico e não poderia levar o menino para o ambiente hospitalar.

O estabelecimento funciona no térreo de um prédio e não tinha registro legal de funcionamento. De acordo com Cláudia, ela não sabia que a situação da creche era irregular e só soube no dia ocorrido, quando o policial procurou o CNPJ e não o localizou.

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Segundo a polícia, foi realizada uma perícia no local e o corpo da criança foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal), porém, o laudo inicial não acusou maus tratos. A família aguarda o resultado do exame toxicológico.

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