O 3º Campeonato Mato-grossense de Futebol Americano começará em cinco semanas com duas partidas em 15 e 16 de abril, Luverdense Overwhelming pegará Sinop Coyotes, na cidade de Lucas do Rio Verde, e Rondonópolis Hawks encarará Sorriso Hornets, em Rondonópolis. Já o Cuiabá Arsenal entrará em campo daqui 7 semanas contra o Luverdense, em 29 ou 30 de abril, em Lucas do Rio Verde. E uma das peças chave do ataque cuiabano será um ex-fuzileiro naval.

“Comecei num batalhão de artilharia anti-aérea da marinha e depois passei para um grupo de operações especiais. Aprendi como manusear explosivos, sobrevivência na selva, realizar missões de invasão, mergulho, paraquedismo, montanhismo e ter uma rotina pesada de preparação física. Fui fuzileiro naval por cerca de seis anos, de 1998 a 2004. Também pratiquei muito triathlon, basquete e futebol na marinha do Rio de Janeiro”, diz Walter Monteiro.

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Walter Gonçalo Monteiro, de 38 anos, 1,86 de altura e 96 quilos, nasceu na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e mora desde 2007 em Cuiabá. Solteiro e sem filhos, tem dois empregos, um como agente penitenciário e outro como professor de educação física e sócio proprietário de uma academia de Crossfit. Ele entrou no futebol americano como árbitro em 2009 e, depois, por convite de um técnico do Cuiabá Arsenal, fez um teste e entrou para a equipe em 2011.

“Tive uma vida disciplinada. Meu pai era sub oficial da marinha. Quando eu tinha cerca de sete anos, por orientação dele, já sabia limpar casa, roupas e fazer comida. Ele acreditava que os filhos precisavam saber se virar sozinhos. Ele era exemplo em casa e entre os companheiros de marinha. Então segui esse exemplo e tive uma vida disciplinada. E com 38 anos ainda tenho desempenho físico para competir com atletas com a metade da minha idade”, diz Walter.

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Como tight end, uma posição de ataque, Walter será o último homem da linha ofensiva. Com a função de, principalmente, bloquear e receber passes. O tight end bloqueia para que running backs e quarterbacks corram com a bola, bloqueia para que os quarterbacks passem a bola, ajuda a manter o pocket e recebe passes curtos ou médios. O lado em que o tight end está é chamado de “strong side” (lado forte) e o lado sem ele é chamado de “weak side” (lado fraco).

Contratações

De acordo com o presidente da Associação Atlética Cuiabá Arsenal (AACA), Paulo Cesar Machado, a equipe disputará o estadual apenas com plantel local, sem contratações de atletas de outros estados ou nacionalidades. Segundo ele, o time tem 42 jogadores preparados e onze vagas em aberto, às quais serão preenchidas com os talentos descobertos na última seletiva. E, ainda afirmou, que não fez nenhuma contratação para o campeonato nacional do 2º semestre.

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“Não temos previsão de contratar atletas para o estadual. Talvez façamos para o brasileiro, mas isso está longe de ser resolvido. Gostaríamos de ter algum americano, mas não fechamos com nenhum. Ainda precisamos de patrocinadores para comprar equipamentos e custear viagens. Só depois disso solucionado que iremos atrás de contratações. E quando tivermos os reforços, se os tivermos, seremos os primeiros a divulgá-los”, disse Paulo Cesar.

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