01 de dezembro de 2020
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    Primavera | Funcionária da UPA denuncia encarregado por assédio sexual e ameaças

    Imagem: UPA Primavera 3
    Foto: Vilmar Kaiser / AGORA MT

    Uma funcionária da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Primavera do Leste – MT denunciou a Polícia Civil que estaria sofrendo assédio sexual de um encarregado da administração hospitalar da unidade. Além desta denúncia, ela também comunicou a Polícia que sofria assédio moral, omissão e coação por parte da administração.

    Em seu depoimento à polícia, a vítima contou que o assédio vinha sendo praticado pelo servidor por meio de “cantadas” e comentários insinuantes, porém ela sempre o repeliu, pedindo que parasse e a tratasse com respeito. Mas a situação ficou ainda mais séria quando o suspeito tentou atacá-la.

    A vítima relatou que o funcionário não conseguiu o resultado esperado, porque ela reagiu e neste momento também foi impedido por uma terceira pessoa que chegou no local.

    Por medo, a vítima afirmou que não fez a denúncia naquele momento, pelo constrangimento sofrido e com receio da reação do seu marido. Só que após esse episódio a vítima começou a ser pressionada para que ela assinasse um documento acusando outra pessoa que trabalha na UPA por um suposto desvio de dinheiro.

    “Acredito que queriam desviar o foco sobre o assédio e então tentavam me obrigar a assinar um documento com outro teor. Não assinei e disse que era mentira o que estavam afirmando, pois jamais aquilo acontecera”, conta.

    Essa funcionária que estava sendo acusada de desvio de dinheiro havia sido transferida da unidade a poucos dias e que aparentemente o motivo seria perseguição política.

    Ao ser coagida, a vítima contou ao chefe da administração hospitalar sobre o assédio que estava sofrendo por parte do encarregado, e ele disse que iria averiguar a situação, quando na verdade a vítima disse que a partir daí passou a receber ameaças.

    Em função disso ela decidiu fazer a denúncia, pois percebeu que, de vítima estava sendo colocada na condição de autora dos fatos (além de outros narrados em depoimento e que devem ser mantidos em segredo). 

    O caso agora está sendo investigado e outras pessoas deverão ser ouvidas para a conclusão do inquérito, podendo até mesmo aparecer outras vítimas, além de saber realmente até que ponto outros integrantes da gestão da Saúde teriam conhecimento sobre o fato.

    Em contato com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Primavera a reportagem foi informada que o Executivo, neste momento, não irá se manifestar sobre o caso.

     

     

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