Imagem: Dezenas apresentaram problemas respiratórios, vômitos e demaios Foto: Mohamed al-Bakour / AF
Dezenas apresentaram problemas respiratórios, vômitos e demaios Foto: Mohamed al-Bakour / AF

Um bombardeio aéreo que liberou “gás tóxico” na província de Idlib, norte da Síria, matou 58 pessoas, entre elas nove crianças, nesta terça-feira (4), de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

De acordo com a ONG, que não sabe que tipo de gás foi liberado, os civis morreram por asfixia em Khan Sheikhun. Dezenas apresentaram problemas respiratórios, vômitos e demaios. O ministro da Defesa russo negou ter feito o ataque. A chefe da diplomacia europeia culpou o regime sírio pela ação.

O ataque aconteceu no dia que marca o início de uma conferência de dois dias em Bruxelas sobre o futuro da Síria, com mediação da União Europeia e da ONU.

Imagem: pai desesperado pedindo socorro pela filha atingida Foto: Edlib Media Center, via AP
pai desesperado pedindo socorro pela filha atingida Foto: Edlib Media Center, via AP

Fotos de ativistas mostram voluntários dos Capacetes Brancos, grupo de socorristas na zona rebelde, no momento em que tentavam ajudar os feridos. Eles jogam água no rosto das pessoas e pelo menos dois homens aparecem com espuma branca ao redor da boca.
A oposição síria pediu ao Conselho de Segurança da ONU a abertura de uma investigação sobre o ataque com “gás tóxico” no noroeste do país.

 

A Coalizão Nacional, principal grupo da oposição síria, pede em um comunicado ao Conselho de Segurança que “convoque uma reunião urgente após este crime e abra uma investigação imediata”.
A nota acusa o “regime do criminoso Bashar al-Assad” de ter executado os bombardeios contra Khan Sheikhun com “obuses que continham gás químico”.

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