13 de maio de 2021
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    Casal é acusado de matar queimado o filho adotivo com deficiência mental em Nova York

    Um casal de Nova York teria decidido matar o filho adotivo deficiente e encobrir o crime com um incêndio após assistir ao longa “Manchester à beira mar”. Durante uma audiência com Ernest e Heather Franklin na semana passada, o promotor Joseph McBride disse que Jeffrey Franklin, de 16 anos, foi assassinado duas horas depois de o casal ver o longa, em 28 de fevereiro.

    Casal teria decidido matar o filho adotivo deficiente e encobrir o crime com um incêndio - Divulgação
    Casal teria decidido matar o filho adotivo deficiente e encobrir o crime com um incêndio – Divulgação

    O crime aconteceu dois dias depois de o filme vencer o Oscar de melhor ator, para Casey Affleck, e melhor roteiro original, para Kenneth Lonergan, que também dirigiu o longa. De acordo com a autópsia, Jeffrey Franklin, que sofria de deficiência mental e física, já estava morto quando o incêndio começou. “A vítima foi gravemente queimada”, contou McBride. “Por causa dos danos no corpo, causado pelo incêndio, o patologista não foi capaz de determinar a causa da morte”, completou.

    Agora, os Franklin são acusados de assassinato em segundo grau, incêndio criminoso e manipulação de provas físicas. De acordo com oficiais, o incêndio foi reportado por volta de 1h15m da manhã. A casa da família fica na cidade rural de Guilford, a 88km de Syracuse. Ernest Franklin, de 35 anos, apontou o quarto onde o adolescente dormia quando a polícia chegou ao local do crime.

    À polícia, o pai alegou que estava distante da casa, procurando os cachorros da família, quando o incêndio aconteceu. Já Heather Franklin, de 33 anos, afirmou ter ido a duas lojas à procura de um determinado produto, e que ficou dirigindo das 11h30m às 2h30m, quando voltou para casa.

    A fiança de Ernest Franklin foi fixada em US$ 250 mil em dinheiro, enquanto Heather terá que pagar US$ 125 mil, também em dinheiro, caso queira responder ao processo em liberdade. Advogado de defesa de Heather Franklin, Michael Trosset diz que sua cliente “é inocente até que se prove culpada”. O advogado de seu marido não foi encontrado para comentar as acusações.