10 de maio de 2021
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    Tropa de choque reprime estudantes com bombas em protesto na USP

    A Tropa de Choque de São Paulo dispersou com bombas de gás e spray de pimenta - Foto: MARIVALDO OLIVEIRA/CÓDIGO19
    A Tropa de Choque de São Paulo dispersou com bombas de gás e spray de pimenta – Foto: MARIVALDO OLIVEIRA

    A Tropa de Choque da PM de São Paulo dispersou com bombas de gás e spray de pimenta um protesto de professores e funcionários da Universidade de São Paulo (USP) que, segundo participantes, contava inclusive com crianças.
    Pelo menos mil pessoas, de acordo com os manifestantes, e 200, segundo a assessoria de imprensa da reitoria da USP, protestavam contra a votação no Conselho Universitário do documento Parâmetros de Sustentabilidade Econômico-Financeira da USP, uma espécie de Lei de Responsabilidade Fiscal própria para limitar os gastos com a folha de pagamento na universidade.

    O deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) estava na USP no momento da ação da PM o que estava acontecendo. Ele dizia que a universidade tinha virado uma “praça de guerra” e que a PM estava “atirando com balas de borracha contra estudantes”. Na sequência falou que era um “absurdo, um massacre”. Por volta de 55 segundos do vídeo, ele sai correndo das bombas que estariam sendo jogadas perto dele. Alguém por perto grita “Quebra!”

    O deputado foi para o 93º DP ajudar na liberação dos presos e depois para o Hospital Universitário, que recebeu dois presos feridos, sendo um deles a professora citada por Ivane.

    “Tivemos de enfrentar bala de borracha, uma passou perto do meu ouvido, quase me atingiu. Estavam atirando aleatoriamente. Tenho várias imagens e vou levá-las para o Ministério Público amanhã. Também vou acionar a corregedoria da polícia e a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa”, disse ao Estado. “Foi um massacre. E isso foi a mando do reitor, que deu a ordem e eles cumpriram. Transformaram o campus em uma praça de guerra”, complementou.