Como dizem os memes pela internet afora, o deputado Tiririca mentiu quando disse que “pior que tá não fica”.

O hecatombe desta quinta-feira (18/05) abalou o país e derrubou de uma só vez dois grandes figurões de nossa república: Michel Temer e Aécio Neves.

A conduta pouca republicana do presidente Michel Temer e a falta de caráter do senador Aécio Neves, mostram que a situação é bem pior do que poderíamos pensar.

Em relação a Temer, confesso que ouvi os áudios e depois li e reli as transcrições e não vi nenhuma atitude criminosa. Entretanto, somente o fato dele receber na residência presidencial um investigado e conversar com o mesmo abertamente sobre fatos tidos como criminosos, nos revelam que ele não serve mesmo para governar nosso país.

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Já Aécio, assinou seu estado de culpa. Por óbvio que terá direito ao devido processo legal, podendo se defender das acusações que lhe serão imputadas. Mas pelo que vi na imprensa, das provas colhidas pela policial federal com auxílio dos delatores da JBS, há farto material probante, que se inicia no pedido de propina pelo senador ao dono da JBS e se encerra na entrega da propina a pessoa indicada pelo senador.

De todo modo, ambos estão “mortos” politicamente, em especial o presidente Michel Temer, visto que, não há qualquer possibilidade de reaver a governabilidade necessária a condução do país.

Não vejo outro caminho ao presidente a não ser a renúncia, pois se assim não o fizer certamente será cassado pelo Congresso Nacional.

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Mas e em caso de vacância como se dá o processo sucessório?

Os artigos 79 e 81 da Constituição Federal, são claros ao explicar a linha sucessória: Presidente, Vice Presidente, Presidente da Câmara dos Deputados, Presidente do Senado Federal e por último Presidente do Supremo Tribunal Federal.

Assim, considerando que presidente (Dilma) e vice-presidente (Temer), estariam afastados definitivamente, assumiria então o presidente da Câmara o deputado Rodrigo Maia.

Entretanto o mesmo assumiria de forma provisória, pois a teor do artigo 81, §1 da Constituição Federal, por já estarmos na segunda metade do mandato deverá haver uma eleição indireta 30 dias depois da vacância do cargo.

Nesta eleição, qualquer cidadão que preencha as condições de elegibilidade para o cargo de presidente poderá se candidatar, ficando a responsabilidade pela escolha do mesmo para os deputados e senadores. O eleito deverá completar o período do mandato, ou seja, deve ficar até 31 de dezembro de 2018.

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Em havendo eleição torço para que tenhamos um presidente com condições plenas para conduzir o Brasil.

Não obstante, abaixada a poeira, em que pese o cenário desastroso e outras bombas que serão lançados nos próximos dias, as previsões são boas. Acredito que os dias sombrios vividos atualmente, nos apontam para um cenário positivo a longo prazo, eis que nossa democracia ainda está em processo de amadurecimento. Como diz o velho jargão: depois da tempestade vem a bonança.

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