Neri Geler em Primavera do Leste - Foto: Vilmar Kaizer / AGORA MT
Neri Geler em Primavera do Leste – Foto: Vilmar Kaizer / AGORA MT

Nesta sexta-feira (26), o secretário Nacional de Política Agrícola do Ministério da Agricultura (MAPA), Neri Gheller esteve em Primavera do Leste, onde se reuniu com representantes da classe política e produtores rurais do município. Ele esteve acompanhado pelo presidente da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT), Rafael Piovezan e foi recepcionado na câmara municipal, pelo presidente Leonardo Bortolin e o prefeito Getulio Viana.

A reunião aconteceu no plenário do Legislativo e faz parte de uma série de visitas que o secretário realizou ao longo da semana, representando o ministro Blairo Maggi. Na pauta foram discussões de assuntos como a cobrança do FUNRURAL, o FETHAB e a permanência do presidente Michel Temer no cargo.

O prefeito Getulio Viana avaliou que a presença do secretário é importante porque além de ser um representante do estado, “é quem tem condições de nos dizer qual realidade vivenciamos hoje, principalmente pela instabilidade política em Brasília. Ao mesmo tempo o retorno da cobrança do FUNRURAL, que deixa os produtores preocupados e a política agrícola que precisa da presença do governo em relação a juros menores, acompanhamento de preços e proporcionando um fôlego a mais quem sobrevive da atividade”, frisou.

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PLANO SAFRA

Neri Gheller disse que o governo federal está cuidando das obrigações, principalmente agora na iminência do lançamento de um novo Plano Safra, reduzindo taxas de juros de 8,5% para 6,5% de imediato, proporcionando ao produtor economia e investimentos em infraestrutura, criando capacidade de pagamento e acesso facilitado aos créditos.

“Nós produtores já sofremos muito com altas taxas de juro, criando inadimplência e inviabilizando o negócio. Cada um por cento reduzido tem um impacto muito grande no resultado, pois a margem de retorno já é mínima e menores taxas dão uma folga maior para o investimento”, frisou.

Neri destacou também o trabalho do Ministério para regularizar áreas de assentamento sem a devida documentação, por meio de Medida Provisória aprovada recentemente e além disso a garantia do preço mínimo para a safra de milho. “Vamos viabilizar, nas regiões de fronteira agrícola de nosso estado, a subvenção para que o produtor tenha condições reais de negociar a produção, sem prejuízos”, avaliou.

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Sobre o atual momento político do presidente Michel Temer, Gheller afirmou que “o melhor é que houvesse a continuidade deste governo, até as próximas eleições, em 2018. É preciso separar o joio do trigo e uma mudança agora seria um desastre. As reformas estão andando e são necessárias. Ao mesmo tempo a base precisa se movimentar e lançar candidatos mais comprometidos”, avaliou.

O ESTADO PRECISA SABER INVESTIR

Sobre o FETHAB no estado o secretário manifestou-se contrário ao que o governo vem fazendo. “A arrecadação está aumentando e o governo não tem conseguido cumprir com suas obrigações. Primeiro dobram o impostos e garantem que vão fazer estradas. Nem sequer recuperação estão fazendo”, criticou.

“Aumentaram repasses ao Judiciário, Assembleia e Tribunal de Contas e começaram a não ter dinheiro para honrar os compromissos. O caos está instalados em diversos setores, principalmente a Saúde”, alertou. Ao mesmo tempo segundo Neri, não se pode gastar mais do que recebe, então é preciso equacionar investimentos, principalmente na Saúde, salvando vidas e não gastando onde não é necessário, uma vez que a receita aumentou.

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FUNRURAL

Sobre o Funrural o secretário destaca que é preciso ter paciência, principalmente após decisão do Supremo Tribunal Federal, derrubando liminar que ao longo de anos impedia a cobrança aos produtores.

“Tínhamos um direito praticamente adquirido e uma decisão do STF modificou este entendimento. Mas estamos avaliando essa situação e vamos conseguir negociar a melhor forma para que aqueles que não vinham pagando, façam o pagamento sem onerar e prejudicar de hora para outra aos produtores”.

Sobre este assunto o acórdão ainda não foi publicado e há várias discussões jurídicas que deverão ser objeto de muitos questionamentos.

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