O pai da jovem Mariana Helena Siqueira Matias, de 20 anos, morta a tiros junto com o namorado, Diogo Alves Nunes, de 21, usou a palavra “desumano” para expressar seu sentimento em relação ao crime. O casal foi assassinado na porta da casa da garota, em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital. A Polícia Civil apura o caso, mas ninguém foi preso ainda.

Bandidos usaram 25 balas para executar o casal - Foto: Arquivo pessoal/ Victor Augusto Siqueira
Bandidos usaram 25 balas para executar o casal – Foto: Arquivo pessoal/ Victor Augusto Siqueira

Juarenso Matias de Castro lamentou o crime e pediu que os responsáveis sejam punidos. “A gente fica sem acreditar em um negócio desses. Ver uns covardes fazerem uma coisa dessa. Minha filha era uma criança, minha menina. Eu a botava no colo. Eu esperava beijar e abraçar minha filha e agora não tem como mais. Isso é desumano”, disse o pai à TV Anhanguera.

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O homem, que mora no Piauí, revelou que não via a filha havia um ano e meio, mas que falava com ela por telefone frequentemente. Ele também disse que o genro era uma “pessoa boa”. “[As mortes] não têm justificativa. Que se faça Justiça”, cobrou.
O duplo homicídio aconteceu na noite de sexta-feira (16), no Setor Mont Serrat. Segundo o Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), Mariana Helena foi encontrada morta na porta de casa. Já o namorado estava caído ao lado do carro do pai dele, um VW Jetta, a cerca de 100 metros do corpo da jovem.

O delegado Fabrício Flávio Pereira, que foi no local dos assassinatos, suspeita que os criminosos tenham agido de forma premeditada, cortando o pneu do automóvel para obrigar Diogo a parar e trocá-lo. No momento do crime, o veículo estava suspenso por um macaco hidráulico, com o estepe e a chave de roda ao lado.
Segundo a equipe do GIH, os policiais encontraram 17 perfurações no corpo de Mariana e 9, no de Diogo. Porém, a quantidade de tiros só será confirmada após o laudo do Instituto Médico Legal (IML).

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A administradora Maria José Alves Nunes, de 49 anos, mãe de Diogo, disse que não tem conhecimento de desavenças dos jovens, pois eles eram queridos por todos. “Nunca imaginei que meu filho fosse morrer dessa forma, meu coração está quebrado, destruído. Eles eram pessoas maravilhosas”

 

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