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Reprodução: Coronel Alexandre Corrêa Mendes é o corregedor-geral da Polícia Militar (Foto: Reprodução/ Gcom-MT)

O corregedor-geral e o diretor de Inteligência da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes e tenente-coronel Victor Paulo Fortes Pereira, que foram presos na sexta-feira (23), em Cuiabá, conseguiram habeas corpus e foram soltos nessa segunda-feira (26). A decisão é do juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Décima Primeira Vara Criminal Especializada Justiça Militar, que atende ao pedido de liminar feito pelo advogado dos dois policiais, Hélio Nishuiyama.

Eles foram presos administrativamente depois supostamente vazarem informação sobre uma operação que prenderia servidores da Casa Militar, por suposto envolvimento no esquema de grampos clandestinos montado no Núcleo de Inteligência da Polícia Militar, denunciado em maio deste ano.

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“[…] Bem como de que as suas condutas não se subsumiram a crimes militares próprios, o que obstaria à prisão cautelar, entendo que tais alegações não se encontram concretamente demonstradas nessa fase inicial de cognição sumária, o que impossibilita, consequentemente, a declaração liminar de sua ilegalidade”, disse o magistrado.

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Reprodução: Quartel do Comando Geral (QCG) da Polícia Militar em Mato Grosso (PMMT) (Foto: TVCA)

O juiz considerou o fato de que o tenente-coronel e o coronel não estarem mais em cargos estratégicos da hierarquia da PM. A soltura dos dois policiais também foi confirmada pela Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso (Assof-MT), que já havia afirmado que os dois não vazaram informações sobre a operação.

A operação, de fato, ocorreu. Foram presos preventivamente o secretário-chefe e o secretário-adjunto da Casa Militar, coronéis Evandro Lesco e Ronelson Barros, o comandante do 4º Batalhão da PM em Várzea Grande, região metropolitana da capital, tenente-coronel Januário Antônio Edwiges Batista, e o cabo Euclides Luiz Torezan, que estava cedido ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

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Na segunda-feira (26) o governo oficializou o afastamento de Lesco e Barros.

Central clandestina

Em depoimento à Corregedoria da PM, a sargento da Polícia Militar Andrea Pereira de Moura Cardoso, confirmou a existência de uma central de interceptações fora do Comando Geral da PM e disse ter executado o serviço para cumprir ordens dos seus superiores e citou os nomes dos coroneis Zaqueu Barbosa, ex-comandante da PM, e Airton Siqueira, atual secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos.

No início, as escutas eram feitas em um apartamento no Centro de Cuiabá, nas proximidades do Museu da Caixa D’Água Velha. O local tinha dois quartos que eram usados pelos PMs para os trabalhos. No cômodo em que Andrea ficava havia dois computadores, fones de ouvido e um aparelho que parecia ser uma CPU grande, segundo a policial.

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No outro quarto, com armários e cerca de 15 aparelhos celulares ligados a um computador, quem ficava era o cabo Gerson Ferreira, que também está preso há um mês.

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