O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou o julgamento que determinava o juri popular de Mônica Marchett. Ela é acusada de ter mandado matar dois irmãos em razão de uma disputa de terras em Rondonópolis. O julgamento é da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Mônica é acusada de ter mandado matar os irmãos Brandão Araújo Filho, em 10 de agosto de 1999, e José Carlos Machado Araújo, que era conhecido como Zezeca, em 28 de dezembro de 2000, em Rondonópolis, por conta de disputa de terra. Conforme informações, a família dela e das vítimas travavam brigas na Justiça por um imóvel rural.

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O pai da empresária, Sérgio Marchett, também foi denunciado pelo Ministério Público pelos dois assassinatos. Ele estaria incomodado com a demanda judicial e queria que os irmãos cedessem e firmasse acordo. Os Araújo não teriam aceitado e passaram a ser ameaçados.

A Justiça de Rondonópolis havia determinado que a empresária fosse a júri popular pelo crime de homicídio e a decisão foi reiterada pela Segunda Câmara Criminal do TJ-MT, mas a defesa de Mônica recorreu ao STJ para anular o júri popular da empresária.

Os advogados de defesa de Mônica alegaram que houve excesso de linguagem proferida pelo desembargador durante o julgamento do recurso. Desta forma, solicitaram que o procedimento fosse declarado nulo, pois teria excedido e invadido a competência do Tribunal de Juri.

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O caso foi acatado pelo STJ e o julgamento proferido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso foi anulado. Desta forma, o juri popular de Mônica foi cancelado e as instruções processuais deverão ser retomadas.

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