O Grupo de Operação ao Crime Organizado (Gaeco) está nas ruas em Mato Grosso com a Operação Convescote. O alvo da operação é a “consultoria fantasma” prestada pela Faespe (Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual), que é vinculada a Unemat (Universidade do Estado de Mato Grosso) à Assembleia Legislativa.

De acordo com as informações, durante vários meses, o Gaeco monitorou a movimentação dos investigados na operação. Teriam sido flagradas retiradas de dinheiro, que foram entregues aos envolvidos em reuniões em restaurantes e lanchonetes.

São 11 mandados de prisão preventiva nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Cáceres. Ainda são cumpridos quatro conduções coercitivas, além de 16 mandados de busca e apreensão.

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Todos alvos da operação irão responder pelos crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e corrupção ativa. Os alvos da operação são servidores do TCE, Judiciário, funcionários da Faespe e empresários, cujos nomes ainda não foram divulgados.

PRIMEIRAS PRISÕES

O ex-vereador de Cuiabá, Paulo Sérgio Serafim de Oliveira, conhecido como “Paulinho Brother, e o ex-secretário de Administração de Várzea Grande nas gestões de Tião da Zaeli e Walace Guimarães, Marcos José da Silva, estão entre os presos na “Operação Convescote, os dois são servidores do Tribunal de Contas do Estado.

A esposa de Paulinho Brother também foi detida. A Faespe confirmou que um servidor também foi preso, porém não confirmou o nome. Dois servidores da Assembleia Legislativa também estariam entre os detidos.

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OUTRO LADO

“O Tribunal de Contas de Mato Grosso esclarece que a Operação Convescote, deflagada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado – Gaeco, nesta terça-feira (20), não guarda relação com a gestão da instituição, pois, conforme já divulgado, trata-se de apuração de convênio celebrado entre a Faespe e outro ente público.
Antecipa que não fará prejulgamento em relação ao envolvimento de servidores na investigação em curso, porquanto entende como natural e próprio da democracia a apuração de denúncias por parte dos órgãos de controle e da esfera judicial.
Observa, por outro lado, que a instituição Tribunal de Contas está acima de qualquer eventual desvio de conduta praticado por seus membros ou seus servidores, devendo, cada um, responder por seus atos.”
Antônio Joaquim – Presidente do TCE
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