Uma mulher de 28 anos está detida em um hospital de Cuiabá desde o último sábado (3), depois de cometer um aborto, aos sete meses de gestação, e sumir com o bebê.

O caso veio à tona após ela ter sido internada com hemorragia. O Conselho Tutelar foi acionado por uma médica que a atendeu na unidade de saúde. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

O conselheiro tutelar Moisés Santos Almeida, que atendeu a ocorrência, contou que, à princípio, a jovem havia dito que tinha cometido o aborto e que tinha puxado a descarga no vaso sanitário, sumindo com o feto. No entanto, a médica desconfiou da veracidade da história contada pela paciente pelo tamanho da placenta e período de gravidez e entrou em contato com o Conselho Tutelar.

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Após ouvir a mãe, uma equipe do Conselho Tutelar comunicou a Polícia Militar e pediu apoio para ir até a casa da jovem, no Bairro Pedra 90, em Cuiabá. “Tinha bastante sangue na casa dela. Achamos a tesoura que ela tinha usado para cortar o córdão umbilical”, contou Moisés. Contudo, o bebê não foi encontrado. Segundo ele, pelas declarações da mãe, o bebê está morto.

Depois do aborto, o namorado dela sumiu e ainda não foi localizado. “Ela fez o que tinha que fazer, sumiu com a criança, e depois pediu ajuda porque estava com hemorragia”, disse.

Ela foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao hospital, com indícios de aborto. A jovem é mãe de outras duas crianças, frutos de outro relacionamento, que estão com o pai delas.

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Os conselheiros registraram um boletim de ocorrência na polícia.

À Polícia Militar, a jovem disse que passou mal após ingerir um remédio que o namorado havia dado à ela e perdeu muito sangue, ocasionando o aborto. Disse que o namorado pegou o feto e levou embora. Ela alegou que não sabia se ele havia jogado a criança no poço que fica no quintal da casa ou um terreno vizinho.

“Como estava muito debilitada, a mulher continua internada no hospital, onde também há uma equipe da polícia”, diz trecho do boletim de ocorrência.

Ela também foi ouvida no hospital pela Polícia Civil, pois não tinha condições de deixar a unidade. Mas deve prestar depoimento novamente à Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), pois nesse primeiro interrogatório não tinha condições físicas de esclarecer o fato, segundo a polícia. Os conselheiros tutelares que atenderam a ocorrência também foram ouvidos.

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A Polícia Civil informou que ela foi autuada em flagrante pelo crime de aborto consumado e arbitrou fiança de um salário mínimo. A polícia também deve tentar localizar o namorado da jovem.

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