No mês de maio, com 361 teleconsultorias, o Núcleo Técnico Científico Telessaúde colocou Mato Grosso, proporcionalmente em relação à população, na quarta posição. O estado ficou atrás apenas de Santa Catarina (1.385), Paraná (1.451) e Minas Gerais (2.351), que são alguns dos 18 estados onde está implantado o Telessaúde.

Os serviços do Telessaúde-MT foram estruturados em 2013, em parceria com o Telessaúde-RS, e executados a partir de janeiro de 2015 pela unidade mato-grossense. Desde então, vem resolvendo até 80% dos casos atendidos na rede básica de saúde nos municípios. Isso representa agilidade e maior qualidade do serviço ao cidadão, capacitação permanente dos profissionais da saúde, médicos e enfermeiros, além de economia para os cofres públicos.

Em 2013, foram 22 atendimentos; em 2014 foram 205; em 2015 aumentou para 890; em 2016 para 1.491 e, neste ano, em apenas cinco meses, de janeiro a 31 de maio, o atendimento já atingiu 1.662 casos, totalizando 4.270 teleconsultorias desde 2013.

“Cada vez mais profissionais estão utilizando e os municípios estão aderindo ao Telessaúde-MT, melhorando a política de qualidade dos serviços de saúde pública prestados à população”, destacou a coordenadora-adjunta do Núcleo Técnico Científico do Telessaúde, Maria Conceição da Encarnação Villa.

O Núcleo é formado por 65 teleconsultores especialistas nas áreas médica, odontológica e em telediagnóstico. São profissionais renomados, dentre os quais servidores da Secretaria de Estado de Saúde (SES), professores universitários e funcionários do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), onde funciona a sede administrativa do Núcleo.

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O serviço funciona por meio de um termo de cooperação técnica entre a SES e o HUJM. A manutenção é feita por meio de convênio entre a SES e o Ministério da Saúde e a operacionalização é feita mediante contrato entre a SES e a Fundação Fundação de Apoio e Desenvolvimento da Universidade Federal de Mato Grosso (Uniselva), com execução do HUJM. A plataforma pode ser acessada no site da SES-MT: www.ses.mt.gov.br (no campo direito).

Como funciona o Telessaúde

A plataforma é uma ferramenta de trabalho e de estudo para médicos e enfermeiros da rede básica de saúde nos 141 municípios. De acordo com a coordenadora-adjunta do Núcleo, o Telessaúde apoia as redes de cuidado à saúde, com educação permanente na área a partir da oferta dos serviços de teleconsultoria, telediagnóstico, tele-educação (por meio de web-aulas e web-conferências) e segunda opinião formativa.

A unidade de tele-educação do núcleo está localizada no mesmo prédio onde são realizadas atividades da Superintendência de Vigilância em Saúde da SES, na Avenida Adauto Botelho, no Bairro Coxipó, em Cuiabá, onde trabalham quatro servidores.

As teleconsultorias são solicitadas pelos profissionais das Unidades Básicas de Saúde, são telerreguladas para os teleconsultores e respondidas em até 72 horas de acordo com as melhores evidências científicas atuais. Elas são respondidas por teleconsultores do quadro de profissionais do HUJM e da SES, que dedicam parte de sua carga horária no desempenho da atividade, e também por teleconsultores contratados pela Uniselva.

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Os profissionais atuam no núcleo, na tele-educação e no campo nas funções de telerreguladores e teleconsultores da SES e do HUJM das mais diversas especialidades que envolvem profissionais como médico, enfermeiro, dentista, farmacêutico, técnicos de TI, biólogos, cirurgiões, entre outras especialidades.

Encaminhamentos evitados

Quando o profissional solicita uma teleconsultoria, que se refere a um caso clínico, ele informa se tem intenção de encaminhar o paciente para consulta especializada. Após receber a resposta da teleconsultoria, ele informa se com as orientações do teleconsultor, foi evitado o encaminhamento do paciente. Em média, após a resposta, o índice de não encaminhamento é de 40%. Mas, em alguns casos, como na área de dermatologia, após a análise nas solicitações (o solicitante anexa fotos das lesões e um formulário de dados clínicos com informações sobre o caso), o percentual de encaminhamentos evitados chega a 70,08%.

Unidade de campo

A unidade de Campo do Telessaúde está sediada em Sorriso (430 km ao Norte de Cuiabá), em local cedido pela Secretaria Municipal de Saúde, onde trabalham três profissionais: um coordenador, uma bióloga da SES, como monitoria de campo, e um estagiário da Secretaria de Saúde de Sorriso. Esses profissionais ensinam servidores e funcionários das unidades de saúde dos municípios a usarem o Telessaúde.

A capacitação é feita por meio de aulas presenciais ou à distância e de forma permanente. De 2015 a 31 de maio de 2017, foram capacitados 3.169 profissionais em 82 municípios. Nesse período, as equipes percorreram 48.374 quilômetros no estado (em 2017 foram 19.274 km rodados até 31 de maio). O número de profissionais capacitados deu um salto, passando de 737, em 2016, para 1.498, de janeiro a maio deste ano.

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De acordo com o coordenador de campo do Telessaúde em Sorriso, Valdelírio Venites, a capacitação presencial é feita dentro da unidade de saúde municipal. Ele explica que, com a qualificação, os profissionais passam a atuar de forma mais resolutiva, evitando, por exemplo, o deslocamento de pacientes. Isso contribuiu para reduzir o risco de acidentes e de agravamento do quadro clínico.

“Tanto o médico como o enfermeiro podem tirar dúvidas sobre diagnóstico junto aos consultores do Telessaúde no momento em que estão atendendo o paciente. Para a gestão municipal, representa uma economia considerável, pois reduz a fila de espera, deixa de realizar exames desnecessários, os servidores não ficam afastados da função para receberem a capacitação, e não há custo algum para o município”, disse Valdelírio Venites.

Os 16 Escritórios Regionais de Saúde também dispõem de profissionais capacitados que atuam como teleapoiadores regionais. Alguns realizam capacitação de campo e acompanhamento dos serviços de telessaúde nos municípios. Em algumas regiões, também existem apoiadores municipais.

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