Imagem: avc
O estresse causa de picos de pressão que podem prejudicar o cérebro (Marcus Penna/SAÚDE é Vital)

Qualquer condição que, nos 15 dias após seu surgimento, amplifique em mais de três vezes o risco de um derrame deve ser levada a sério. Pois esse é o fardo de hospitalizações por estresse pós-traumático, depressão e afins para a integridade dos neurônios.

A pesquisa que chegou a essa conclusão, da Universidade Colúmbia, nos Estados Unidos, reuniu 52 068 vítimas desse atentado ao cérebro – 3 337 passaram no pronto-socorro ou foram internadas um tempo antes devido a um transtorno psiquiátrico. “Embora o risco de AVC seja mais alto nas primeiras semanas após a crise mental, ele persiste por ao menos um ano”, diz o médico e líder do estudo Jonah Zuflacht. Uma hipótese é que o estresse gere picos de pressão capazes de detonar a massa cinzenta.

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O tempo é mesmo o melhor remédio?

Uma crise psiquiátrica que leva à internação aumenta o risco de AVC em…

…3,48 vezes nos 15 dias seguintes

…3,11 vezes no mês seguinte

…2,41 vezes nos 90 dias seguintes

…2,23 vezes nos 180 dias seguintes

…2,61 vezes no ano seguinte

O outro lado da moeda

É comum que um derrame limite consideravelmente a autonomia e a qualidade de vida. Por causa disso, não são poucas as pessoas que, depois de um AVC, desenvolvem sintomas depressivos. Fora que os danos provocados às células nervosas podem, por si só, propiciar alterações prejudiciais à psique.

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