Para combater a violência dentro das escolas, o deputado Sebastião Rezende (PSC) apresentou um projeto de lei que cria o Batalhão de Policiamento Militar Escolar voltado à comunidade, no âmbito do Estado de Mato Grosso.

O batalhão será o responsável pelo policiamento ostensivo garantindo a integridade física e moral de alunos, pais, professores e demais servidores das escolas.

“A violência nas escolas precisa ser combatida com eficácia. Muitos alunos e professores temem frequentá-la. Isso, evidentemente, prejudica a educação em Mato Grosso”, afirmou o deputado.

De acordo com o projeto, as escolas pertencentes a um mesmo bairro contarão com suporte de uma viatura, dois policiais militares realizando ronda ininterrupta entre tais estabelecimentos de ensino.

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“A violência é hoje uma das principais preocupações da sociedade. Ela atinge a vida e a integridade física das pessoas. E escola, que deveria ser um lugar seguro em muitos casos não o é”, apontou Rezende.

Na opinião do parlamentar, a violência é um problema social que está presente nas ações dentro das escolas, e se manifesta de diversas formas entre todos os envolvidos no processo educativo.

“Isso não deveria acontecer, pois escola é lugar de formação da ética e da moral dos sujeitos ali inseridos, sejam eles alunos, professores ou demais funcionários”, lembrou ele.

Segundo dados do Ministério da Educação, a violência atinge 42% dos alunos da rede pública. Cerca de 25% dos casos de agressão foram seguidos de roubo e furto dentro da escola. Os dados englobam também violência verbal e agressão por meio digital.

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Conforme pesquisa da Unesco, muitos alunos são vítimas de violência e ficam calados por temerem retaliação. Em algumas escolas, há professores que, devido ao medo que sentem dos alunos, não entram em confronto. O professor não é visto como autoridade, sequer policial, e não dispõe de meios para garantir sua integridade física.

“Temos que acrescentar que quando a violência é ignorada por autoridades, dentro e fora da escola, torna-se banalizada e, o que é pior, de certa forma até legitimada”, apontou ele.

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