Falta de informatização dos registros pode ter contribuído para suposto esquema de venda das sepulturas - Foto: Reprodução/TV Integração
Falta de informatização dos registros pode ter contribuído para suposto esquema de venda das sepulturas – Foto: Reprodução/TV Integração

Irregularidades quanto à venda de túmulos e em serviços de reforma no Cemitério Bom Jesus da Cana Verde, em Araguari MG, são sendo apuradas pelo Ministério Público Estadual (MPE). Durante a tarde desta quinta-feira (29), foi cumprido mandado de busca e apreensão no local e apreendidos cerca de 100 livros registros e um computador.
Outros documentos do protocolo geral foram cedidos pela Prefeitura a fim de contribuir para as investigações. O G1 entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura e aguarda posicionamento sobre o assunto .

Segundo a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público, o mandado foi expedido pela 2ª Vara Criminal da cidade e algumas ações já tramitam em outras varas da comarca de Araguari, uma vez que as investigações iniciaram em 2008 e foram intensificadas em 2015.

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A suspeita é de que alguns servidores faziam a venda de sepulturas abandonadas clandestinamente para terceiros, sem informar a comercialização ao Munícipio, que é o único responsável a fazer a concessão dos túmulos. No entanto, quando um familiar da pessoa falecida comparecia ao cemitério, constatava que enterraram outra pessoa no local.

A Promotoria estima que há mais de 200 mil pessoas enterradas no local e 800 túmulos abandonados, sendo que os servidores investigados aproveitavam a falta de informatização dos registros para realizar a venda.
No cemitério localizado no Bairro Miranda há cerca de 20 mil túmulos com a média de três gavetas cada.

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