As rodovias federais no Estado 163, 070 e 364 devem ser bloqueadas por caminhoneiros e transportadores de todas as categorias de cargas, no próximo dia 1º de agosto, a partir da 6h. A manifestação está prevista para ocorrer simultaneamente em todas as regiões do país. Eles são contrários a tributação sobre os combustíveis anunciado pelo governo federal, na última quinta-feira (20), que encareceu, em média, R$ 0,41 o litro da gasolina, R$ 0,20 o litro etanol e em R$ 0,46 por litro de diesel. A informação foi confirmada pelo representante do Movimento dos Transportadores de Grãos (MTG), Gilson Baitaca, ao Só Notícias.

Rodovias de MT poderão ser bloqueadas - Foto/Reprodução
Rodovias de MT poderão ser bloqueadas – Foto/Reprodução

“Conversamos com várias lideranças de alguns Estados e de Mato Grosso. Caso o governo não recue com o decreto do aumento do imposto dos combustíveis devemos paralisar as atividades a partir do dia 1º de agosto. Temos que nós levantar contra essa atitude criminosa do governo em descarregar essa carga sobre o setor de transporte e a sociedade brasileira para pagar gasto da corrupção. O rombo foi causado pela corrução e não pela classe trabalhista deste país. É hora de fazer valer nosso direito”, disse.

Leia também:  Vendas de veículos aumentam 49% em MT

Ainda segundo Baitaca, os preços estão sendo praticados estão insuportáveis. “Estamos pedimos a adesão de toda a sociedade organizada e sindicatos, associações para aderirem ao movimento. Essa causa é de todos. Os preços dos combustíveis estão insuportáveis pra todos. Quem criou esse rombo nas contas públicas não foi a população e sim a corrupção”.

Conforme Só Notícias já informou, o frete deve ficar 4% mais caro em Mato Grosso. O reajuste é um reflexo da alta do Pis e Cofins anunciados pelo governo federal na última quinta-feira. O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de Mato Grosso (SINDMAT), Eleus Vieira de Amorim, informou, que o reajuste deve ser repassado, de imediato, para os contratantes. “Estamos orientado nosso associados a reajustar todo o frete em 4% para tentar suportar esse impacto brutal. Nas bombas, esse aumento chega a 8% e não tem como as transportadoras arcarem com esses valores. Agora, diante da crise que está hoje muitos embarcadores e clientes não vão aceitar esse repasse porque o país todo está em dificuldade. Aí é que entra questão de sobrevivência do transportador de carga do Estado. Será que ele vai conseguir suportar mais esse impacto da maneira que já está sendo feito?”, questiona Amorim.

Leia também:  Estão abertas as inscrições para a 6ª edição do Integra Suas em Sinop

Conforme Só Notícias já informou, a Justiça Federal no Distrito Federal suspendeu o reajuste das alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a gasolina, o diesel e o etanol, anunciado pelo governo na última quinta-feira (20). O juiz Renato Borelli entendeu que o reajuste é inconstitucional, por ter sido feito por decreto, e não por projeto de lei. Para Borelli, o contribuinte “não pode ser surpreendido pela cobrança não instituída e/ou majorada por lei”, sob pena de ser lesado em seus direitos fundamentai

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.