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Mulher afirmava que uma pessoa tentou sequestrar a filha dela, de 3 anos, no Bairro Jardim União, em Várzea Grande (Foto: Reprodução)090

Dois supostos casos de sequestros que teriam ocorrido em situações diferentes em dois bairros de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, foram descartados pela Polícia Civil de Mato Grosso, nesta quarta-feira (19). O primeiro teria ocorrido no dia 10 de julho, no Bairro da Manga. A mãe de um bebê de 3 meses registrou um boletim de ocorrência e relatou uma tentativa de sequestro do filho.

No caso do suposto sequestro no Jardim União, a mãe foi ouvida na terça-feira (18) pelo delegado Diogo Santana e alegou não ter condições de afirmar se o fato ocorreu. Ela tem diagnóstico médico de depressão, bipolaridade e esquizofrenia.

A mãe dessa mulher contou ao delegado que não permite que a filha fique sozinha com as três netas e que no domingo isso teria ocorrido. Por conta dessa informação, o delegado Diogo Santana acionou o Conselho Tutelar para providências em relação às crianças.

No vídeo, assim como no boletim de ocorrência registrado no final do mesmo dia, a suposta vítima narra que a sequestradora seria uma mulher loira, em um carro branco. Conforme a GCCO, essa informação percorreu as redes sociais, induzindo pessoas a fazerem, indevidamente, postagens apontando uma mulher como a tal sequestradora descrita no vídeo.

Com relação a esse caso, também não houve confirmação. A ocorrência foi registrada e, inicialmente, apurada pela Delegacia Especializada da Mulher de Várzea Grande, que depois repassou para a GCCO.

Em depoimento na quarta-feira, a mãe entrou em contradições e não restou dúvidas que a história foi inventada. O marido dela também foi ouvido e acredita que o fato não tenha ocorrido em razão do estado emocional dela.

As mulheres podem ser responsabilizadas por falsa comunicação e falsidade ideológica. A pena é reclusão de 1 a 5 anos.

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