A tensão, que já era alta no Senado por conta da aprovação da reforma trabalhista e da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aumentou nesta quarta-feira (12) após os senadores Ivo Cassol (PP-RO) e Paulo Rocha (PT-PA) protagonizarem um contundente bate-boca no plenário da Casa. A sessão destinada a discursos precisou ser suspensa em razão do tumulto gerado pela discussão dos dois parlamentares.

A confusão aconteceu depois que o senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) subiu à tribuna para criticar o fato de senadoras oposicionistas terem ocupado nesta terça (11), por seis horas, a mesa do plenário onde se sentam os dirigentes do Senado.
Parlamentares da oposição criticaram Lopes, que votou a favor da reforma trabalhista na sessão desta terça (11).
Ao rebater as críticas do senador fluminense, os parlamentares da oposição ressaltaram que o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse, por meio do Twitter, que a Casa não vai aceitar mudanças no projeto que modificou a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

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A declaração de Maia quebra o acordo que o presidente Michel Temer havia feito com senadores da base aliada para assegurar a aprovação da reforma trabalhista no Senado sem alterações, o que obrigaria que texto retornasse para nova votação na Câmara.
Neste momento da discussão, Paulo Rocha chamou Eduardo Lopes de “inocente útil”, e os dois começaram a bater boca.
O senador João Alberto (PMDB-MA), que estava presidindo a sessão, conseguiu fazer com que Eduardo Lopes terminasse o discurso, porém, depois do pronunciamento, Ivo Cassol disse que o senador petista não poderia agir daquela maneira contra colegas.
A intervenção de Cassol intensificou ainda mais a discussão. Encarando-se no meio do plenário, ele e Paulo Rocha passaram a discutir calorosamente. Os dois chegaram a trocar empurrões, mas foram contidos por assessores.
Em meio à discussão, Ivo Cassol disse o PT – partido de Paulo Rocha – havia afundado o país e mandou o petista “tomar vergonha”.

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Paulo Rocha rebateu. Disse que quem tinha que tomar vergonha era Ivo Cassol, parlamentar que já foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por improbidade administrativa.
Cassol, então, disse para Paulo Rocha ir “acudir aqueles que roubaram o Brasil. O petista questionou aos gritos: “quem roubou?”.
“Vocês estão assistindo à palhaçada que esse cara [Paulo Rocha] tá fazendo, esculhambou com o senador na tribuna”, ironizou Cassol.

Paulo Rocha voltou a chamar Cassol de “inocente útil”. Ele foi contido pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).
Em razão do tumulto, João Alberto suspendeu a sessão por cerca de cinco minutos. Pouco depois, com os ânimos mais calmos, o senador do PMDB retomou a sessão.

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