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Longas jornadas de trabalho aumentam risco de arritmia (Foto: Eduardo Svezia/SAÚDE é Vital)

Pretende fazer hora extra de novo? Pois saiba que, de acordo com um grande levantamento da Universidade College London, no Reino Unido, passar muito tempo na labuta aumenta o risco de seu coração começar a bater em descompasso por causa da chamada fibrilação atrial. Trata-se da arritmia mais comum no mundo inteiro e, entre suas consequências, estão insuficiência cardíaca e até AVC.

No estudo, publicado no European Heart Journal, foram analisados cerca de 85 mil homens e mulheres. No início, nenhum voluntário tinha fibrilação atrial. Mas, com dez anos de acompanhamento, 1 061 pessoas foram diagnosticadas com esse problema – ou seja, a incidência era de 12,4 casos por 1 mil indivíduos.

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Acontece que, ao focarem nos voluntários que trabalhavam 55 horas ou mais por semana (isto é, 11 horas por dia, se você considerar um expediente de segunda à sexta-feira), essa prevalência passava a ser de 17,6 casos a cada 1 mil pessoas. Em resumo, ao comparar esse pessoal à turma que ralava de 35 a 40 horas semanais, a probabilidade de ter fibrilação atrial subia aproximadamente 40%.

Em comunicado, o principal autor do estudo comentou que esse risco extra é especialmente importante para quem já apresenta fatores que contribuem para doenças cardíacas – idade avançada, tabagismo, presença de diabetes, sedentarismo, excesso de peso, hipertensão e colesterol elevados estão entre eles. Já para indivíduos jovens e saudáveis, que convivem com poucos desses quadros, trabalhar por longas horas não ofereceria tanto perigo assim.

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