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Um grupo de 250 pessoas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupam os trilhos da Ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte) desde as 5h desta quinta-feira (27), em Rondonópolis. De acordo com os manifestantes a ocupação é voltada para a melhoria da qualidade do transporte da população, sendo contra cortar o estado com ferrovias onde segundo eles é para gerar riquezas a favor de benefícios ao agronegócio.

Trecho da nota emitida pelo MST centro-oeste “A Ferronorte e a Ferrogrão integram uma demanda de quatro ferrovias que ampliará o escoamento da soja produzida no Mato Grosso, o que não significará aumento da arrecadação do estado, pois o setor que será contemplado com esse investimento é o mesmo setor que nos últimos 17 anos recebeu quase R$ 40 bilhões em isenções”, diz trecho.

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De acordo com a coordenadora estadual do movimento, Idalice Nunes, foi mantida a ocupação na fazenda AMAGGI e parte do grupo migrou para os trilhos da rodovia, como forma de fortalecer o movimento. A expectativa é de que a ocupação dure o dia todo.

A Coordenadora Estadual do MST, explica que essa ação é pensando no desenvolvimento do agronegócio. “O estado fecha os olhos para a diversidade de problemas sociais e ambientais causados pelos transportes ferroviários de carga, como os impactos amplamente denunciado pela articulação justiça nos trilhos, em relação ao trem do vale, estamos ocupando e denunciando, não vamos sair!”, aponta Idalice Nunes.

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“Ocupamos porque entendemos ser injusta a relação de promiscuidade entre o agronegócio e o estado, onde apenas as obras de infraestrutura com objetivo melhorar o desenvolvimento do agronegócio tem prioridade em investimentos, em detrimento das regiões onde não se consolidou este modelo, e em detrimento aos trabalhadores rurais e do serviço publico que vem tendo sistematicamente seus direito negados, principalmente aos reajustes salariais, e do uso de cargos público seja no executivo ou no legislativo para atuar em benefícios próprio”, trecho da nota emitida pelo MST centro-oeste.

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