A pesquisa mostra ainda que as denúncias de negligência e violência física têm média menos concentrada do que as violações sexuais, mas, ainda assim, respondem por percentuais que ultrapassam a metade do universo de denúncias do ano.

Em média, 44% das denúncias de violência física atingem pessoas do gênero feminino. Em Mato Grosso os registros alcançam 42,8%. Já em relação à violência contra menino, Mato Grosso registrou 10,6% de abuso sexual, 4,2% de exploração sexual, 46,1% de violência física, 37,2% de negligência.

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Em números reais, foram registrados 47 casos de abusos sexuais contra meninos, sete de exploração sexual, 296 de violência física e 522 de negligência.

A pesquisa também aponta que contra os meninos, as violações sexuais são menos concentradas, a média, entre os estados que apresentam as maiores quantidades de denúncias não supera um terço do total de denúncias do ano, sendo de 21,9% para as notificações de abuso sexual e 15,6% entre os casos de exploração sexual.

Segundo a Fundação Abrinq, o objetivo do relatório é comparar a situação da infância no Brasil com as metas assumidas pelo País nos ODS da ONU.

Desta forma lança o estudo “A Criança e o Adolescente nos ODS – Marco zero dos principais indicadores brasileiros – ODS 1, 2, 3 e 5” mostrando a situação atual das crianças e dos adolescentes.

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O estudo visa complementar o relatório entregue pelo governo à ONU, mostrando o retrato atual da população de 0 a 18 anos para estabelecer um ponto de partida para o monitoramento do cumprimento das metas associadas a crianças e adolescentes dos ODS 1 (Erradicação da Pobreza), 2 (Fome Zero), 3 (Boa saúde e bem estar), e 5 (Igualdade de Gênero) .

Ao todo, o “Marco Zero” aponta 107 indicadores sociais da infância e adolescência.

“Se o País não investir de forma prioritária na promoção dos direitos das crianças e dos adolescentes, nenhum desenvolvimento econômico terá sustentabilidade”, diz Heloisa Oliveira, administradora executiva da Fundação Abrinq.

 

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