A Caixa Econômica Federal pode encarecer os planos de quem pretendia realizar a compra de imóveis residenciais, devido à recente suspensão do financiamento da linha Pró-Cotista,  ocorreu o esgotamento dos recursos do FGTS, nesta linha de crédito de 2017.

A linha era a mais barata depois do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), mas permitia a compra de imóveis de maior valor, de até R$ 950 mil nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e de até R$ 800 mil no restante do país. No MCMV, o limite é de R$ 300 mil. Além disso, a renda familiar no MCMV não pode ultrapassar R$ 9 mil.

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Quanto ao Pró-Cotista não há restrição da renda, o interessado que estiver trabalhando e contribuindo para o FGTS em pelo menos três anos ou ter uma conta inativa de 10% do valor do imóvel.

O crédito imobiliário utilizando a linha Pró-Cotista na Caixa tem taxa de juros entre 7,85% e 8,85% ao ano, dependendo do grau de relacionamento do interessado com o banco.

Conforme mostra um estudo elaborado pela Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, o imóvel no valor R$ 900 mil, com as taxas de juros, terá opções de créditos mais salgados.

“Mais importante do que olhar a taxa de juros é observar o Custo Efetivo Total (CET)”, alerta Renata Pedro, técnica da Proteste. “Há uma série de outros custos que são embutidos na hora de se fazer o financiamento imobiliário, como seguro e avaliação do imóvel”.

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Outra recomendação da especialista é procurar as linhas de crédito vinculadas ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH), desde que o imóvel desejado se enquadre nas regras. Para isso, o valor do bem não pode ultrapassar R$ 950 mil, no restante do país. “Pelas regras do SFH, o juro cobrado pelo banco não pode passar de 12% ao ano”, diz Renata.

Em geral, os bancos exigem que o interessado pague pelo menos 20% do valor do imóvel à vista para liberar o crédito.

 

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