Imagem: promotor fabio
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O promotor de Justiça, Fábio Camilo da Silva, foi detido manhã de hoje (2), após quebrar a porta da TV Migrantes, afiliada da Rede SBT, na cidade de Guarantã do Norte.

No momento da detenção, o promotor estava descalço e usava toga. Fábio ficou ferido na perna por conta do ocorrido.

Na manhã do último sábado (1), o promotor foi filmado alcoolizado desacatando policias militares que o abordaram. O promotor arrancou o boné da cabeça de um dos militares e só não foi preso por possuir prerrogativa de foro.

A legislação determina que autoridades com foro podem ser presas somente em casos de crimes inafiançáveis, como tráfico de drogas, racismo, tortura, crimes hediondos e terrorismo.

Na manhã de hoje, o promotor teria ido até a TV Migrantes e tentado entrar a todo custo no prédio.

A reportagem entrou em contato com um jornalista que trabalha na TV, que confirmou a detenção de Fábio.

“Ele não estava no seu estado normal. Na manhã deste domingo, ele foi até a sede da TV e começou a bater na porta dizendo que queria entrar. Ele estava doido, andava para todo lado, chutando o chão. No entanto, o guarda não abriu a porta para ele. Como ele mostrava sinais de embriaguez, começou a bater mais forte na porta da TV. Em um certo momento, ele foi até o carro e vestiu a toga. Em seguida, quebrou a porta e invadiu o local. O guarda não sabia que ele era promotor e a Polícia Militar foi acionada”, disse um jornalista, que não quis se identificar.

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Após quebrar a porta, o promotor invadiu a TV.

Imagem: promotor fabio2
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“Depois que ele quebrou a porta, invadiu as dependências e mexeu em um tambor de água, um bebedouro que temos lá na TV. Por sorte, a Polícia Militar chegou e conseguiu deter o promotor. Foi preciso duas viaturas para contê-lo. Ele é grande, é difícil de segurá-lo”, explicou o jornalista.

O promotor foi encaminhado até o Hospital da cidade para receber tratamento. Em seguida, ele será encaminhado para a delegacia de polícia da cidade.

Policiais registram boletim de ocorrência

Os policiais que foram desacatados pelo promotor registraram um boletim de ocorrência. Na natureza do documento, consta que o promotor teria cometido abuso de autoridade, crime contra pessoa, lesão corporal, desacato e ameaça aos policiais.

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De acordo com o boletim de ocorrência, uma guarnição foi acionada após uma ligação telefônica por parte de um morador.

O denunciante relatou que, ao passar pelo município Terra Nova do Norte (675 km de Cuiabá), em frente ao posto de combustível Idaza, viu duas pessoas discutindo em frente a um carro, um deles em “visível estado de embriaguez alcoólica”.

Ao chegar ao local, os policiais teriam questionado o promotor e o mesmo teria perguntado aos agentes se “sabiam com quem estavam falando”.

Logo em seguida, o promotor foi informado sobre o motivo da abordagem. Entretanto, Fábio Camilo teria passado a fazer questionamentos a um dos soldados, entre eles, o motivo da viatura estar sem a placa dianteira. Neste momento, de acordo com o PM, o promotor “deu voz de prisão” e pediu que o outro policial, prendesse o colega.

No documento é narrado que por diversas vezes o promotor teria tentado retirar o celular do militar.

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Em determinado momento, Fábio Camilo aparece dando uma gravata no policial.

“Após ser algemado, o promotor começou a ingerir um líquido estranho de uma garrafa de vidro, também começou a tomar banho com as referidas bebidas. Ainda tirou o short e saiu andando pelo local só de cueca”, disse o policial por meio do boletim de ocorrência.

MPE emite nota

Na manhã de domingo, o Ministério Público Estadual (MPE) repudiou o fato e pontuou que se trata de uma ação que não representa a postura dos demais membros do órgão.

Confira a nota

“MPE repudia fato ocorrido em Guarantã do Norte

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso lamenta profundamente a situação ocorrida em Guarantã do Norte e assegura que todas as providências estão sendo tomadas para apuração da conduta do promotor de Justiça substituto e adoção das medidas disciplinares cabíveis.

Destaca, ainda, que trata-se de um fato isolado que não representa a postura adotada diariamente pelos 264 membros da Instituição.”

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