Trinta e oito diretores de escolas municipais participaram, na manhã desta terça-feira (04), da apresentação do programa Rede Cidadã, que busca oferecer atividades educativas, culturais, esportivas e de lazer no contraturno escolar para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e risco social.

O objetivo é ocupar e envolver os alunos de 10 a 17 anos, que estejam frequentando as aulas na escola e, com isso, diminuir o tempo ocioso e evitar que eles se envolvam em atividades ilícitas, como o consumo e tráfico de drogas e a marginalidade. O programa atua, também, no combate à prostituição infantil e à violência contra a mulher e o idoso.

A apresentação foi feita pela coronel da Polícia Militar, Ridalva Reis de Souza, gerente estadual da Rede Cidadã, que já atendeu cerca de oito mil crianças, há cinco anos no município, e foi perdendo força e atuação nos últimos anos.

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“Estamos reiniciando um trabalho conjunto, árduo e sério para que a criança não se torne um adulto criminoso, para evitar uma escalada fatal ao crime,” resume a coronel.

Essa escalada começa com os conflitos intrafamiliares e de relação interpessoal, passa pelos atos de incivilidade na infância, pela vulnerabilidade e risco sociais, chega à delinquência infanto-juvenil, posteriormente, ao criminoso contumaz, culminando no triste destino do presídio.

“A criança que cometeu atos de incivilidade, se não receber algum tipo de intervenção e auxílio, vai, fatalmente, se tornar um animal enjaulado no futuro,” alerta.

Para evitar isso, o Rede Cidadã é desenvolvido em três frentes integradas: o núcleo psicossocial, que promove o acolhimento e o acompanhamento da criança e sua família; o núcleo educacional, com foco no combate à evasão escolar e o núcleo de esporte, cultura e lazer, em que são desenvolvidos os projetos sociais, a porta de entrada para que, conhecendo as crianças e jovens, os profissionais possam atuar.

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A prefeitura disponibiliza os profissionais e a Polícia Militar oferece a estrutura de gestão e de suporte para as escolas, como o acompanhamento policial nas visitas das equipes.

A coordenadora de programas e projetos pedagógicos da Secretaria Municipal de Educação, Terezinha Ávila afirma que com a retomada do programa será possível contemplar um número maior de alunos que hoje esperam na fila por uma vaga em atividades extracurriculares.

“Vejo a Rede como um elo entre as secretarias envolvidas para que tenhamos mais integração e agilidade nas nossas ações e uma resposta mais efetiva aos desafios com nossas crianças e suas famílias,” pontua Terezinha, citando a participação e o envolvimento da família com a vida escolar como fundamentais para o bom desempenho e a permanência do aluno.

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Minimizar a indisciplina, a evasão e o baixo rendimento escolar são algumas das expectativas das diretoras Karina Souza, da Escola Municipal Bonifácio Sachetti, no Parque São Jorge, e Adriana Ribeiro, da Princesa Isabel, no Jardim das Flores.

“Enfrentamos muitos problemas, como agressividade e baixa frequência dos alunos. Oferecer mais atividades é uma forma de envolvê-los e mantê-los um pouco mais interessados na escola,” avalia Karina.

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