Imagem: mIRANTE
Mirante de Chapada dos Guimarães (Foto: Gcom/MT – Rafaella Zanol)

Sob a alegação de risco ambiental e à vida dos visitantes devido à falta de cuidados na área, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) encaminhou para a Casa Civil um decreto para desapropriação do Mirante de Chapada dos Guimarães. O ponto turístico, de propriedade particular, é um dos lugares mais visitados do estado e chegou a ser interditado em 2015 por oferecer risco de desabamento.

Caso haja desapropriação, a intenção é fazer obras de contenção de erosão no local, a construção de passarelas e de um local para estacionamento que poderá ser gerido pelo estado ou pela iniciativa privada.

A Sedec alega que o mirante está abandonado pelos proprietários, o que coloca em risco a vida de visitantes ao ponto turístico, aponta o texto, e por isso é necessário investimento público. O documento para a desapropriação da área foi feito em parceria com a Associação Pró-Desenvolvimento de Chapada dos Guimarães e é embasado por um plano de manejo feito por uma equipe de doutores em geologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

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Problemas

O mirante, por ser uma área de preservação permanente (APP), é uma área frágil porque é naturalmente suscetível a processos erosivos e de movimentos de massa, explicou a Sedec. Conforme a pasta, qualquer atividade de uso e ocupação do solo em locais desse tipo precisa de cuidados especiais.

Outro argumento é o aumento no número de visitantes nos últimos 30 anos. O mirante, diz a pasta, é o ponto turístico mato-grossense que recebe o maior número de visitantes por ano e não há, até agora, nenhuma medida protetiva implantada no local.

O estudo diz que o fluxo de turistas e de veículos eliminou a cobertura vegetal da área e alterou o comportamento das águas pluviais, que deixaram de se infiltrar na vegetação e no solo. Assim, passaram a escoar de forma concentrada na superfície.

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Para recuperar essa degradação, é preciso implantar medidas de disciplinamento e de controle das águas pluviais, para favorecer a maior infiltração e o menor e mais lento fluxo superficial, diz a Sedec.

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