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Foto: Assessoria

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) realizará, em parceria com a Fundação de Apoio e Desenvolvimento da Universidade Federal de Mato Grosso (Uniselva), o planejamento e gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Paraguai. O projeto conta com investimentos de R$ 1,3 milhão, oriundos do Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (Progestão). O objetivo é garantir o uso racional e sustentável da água de cerca de 20 municípios da região.

Conforme o superintendente de Recursos Hídricos da Sema, Luiz Henrique Noquelli, os trabalhos estão previstos para iniciar em agosto e contará também com apoio dos comitês de bacia hidrográfica atuantes na localidade, entre eles, do Sepotuba, Reserva do Cabaçal e Jauru, além do Consórcio Nascentes do Pantanal.

Existem, atualmente, os Planos Nacional (2006) e Estadual (2009) de Recursos Hídricos, que organizam de uma forma ampla a gestão da água no país e em Mato Grosso. Para Noquelli, isso é uma conquista, porém eles não atendem as necessidades especificadas de determinados locais. “Com o planejamento e o gerenciamento da bacia do Paraguai, vamos estreitar a discussão, identificando os problemas pontuais e assim garantiremos um trabalho mais eficiente”.

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O superintendente explica que escolheu a bacia para a realização do plano devido ao tamanho da área, que é 32.664,87 km², a importância para a população e os problemas apontados nela, como a crise no abastecimento e distribuição de água que ocorreu em 2016 e afetou os moradores da cidade de Tangará da Serra (242 km de Cuiabá) por quase um mês. “O objetivo do plano é fazer o levantamento das causas dos problemas da região e depois propor ações de melhorias. Assim, conseguiremos direcionar os trabalhos e ir direto ao ponto, sem divagar”.

Sobre o projeto

O planejamento e o gerenciamento da Bacia do Paraguai irão abranger apenas a parte superior (P3) e média (P2) da bacia do Paraguai. Essa extensão da bacia fica em regiões de planalto, onde se concentram as nascentes de grande parte dos rios formadores do Pantanal.

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Farão parte do projeto os municípios pertencentes à bacia ou parte dela. São eles: Nova Olímpia, Tangará da Serra, Barra do Bugres, Porto Estrela, Cáceres, Lambari D´Oeste, São José dos Quatro Marcos, Araputanga, Rio Branco, Salto do Céu, Reserva do Cabaçal, Denise, Diamantino, Alto Paraguai, Arenápolis, Santo Afonso, Nova Marilândia, Rosário Oeste, Nossa Senhora do Livramento e Nortelândia.

O projeto é uma das 40 ações previstas no Plano Estadual de Recursos Hídricos (2009). Ele será executado com recurso de R$ 1,3 milhão, oriundo do Progestão, cuja primeira etapa ocorreu entre os anos de 2013 e 2017.

Na primeira fase do plano, será realizado um diagnóstico para conhecer os dados hidrológicos da bacia, que resultará em um prognóstico em que será montado o cenário baseado também nos anseios da população. Ao final desta etapa, será elaborado um plano de ação que visa solucionar as causas dos problemas identificados. A segunda fase será voltada para a comunicação, mobilização social e educação ambiental. Na última etapa do trabalho, a Sema e parceiros realizarão um relatório final do plano.

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A parceria

A parceria entre a Sema e a Uniselva ocorrerá por meio de um Termo de Colaboração a ser homologado e publicado no Diário Oficial do Estado (DOE-MT) até o final do mês de julho. A entidade foi selecionada a partir de um chamamento público para Organização da Sociedade Civil (OSC), no qual foi a única a se candidatar pela vaga.

A coordenadora de Ordenamento Hídrico da Sema, Lorena Moreira Nicochelli, avalia positivamente o projeto e acredita que com o acervo técnico da Uniselva o planejamento tende a ser de sucesso. “Os professores da entidade são detentores do conhecimento científico e realizam pesquisas de relevância que podem contribuir para os objetivos do projeto”.

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