Imagem: Ricardo Franco Queimadas 2167
Foto: Assessoria

O incêndio que começou há cerca de oito dias no Parque Estadual Serra de Ricardo Franco, localizado em uma região de difícil acesso do município Vila Bela da Santíssima Trindade, foi extinto na manhã desta sexta-feira (11). O Batalhão de Emergências Especiais (BEA) estima que pouco mais de 7 mil hectares, de um total de 158 mil hectares da unidade de conservação, tenham sido queimados.

Um avião Air Trator, do Corpo de Bombeiros, com capacidade de resposta de 3,1 mil litros de água, quatro viaturas caminhonetes 4×4 e um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) auxiliaram os 18 bombeiros no combate ao fogo, que chegou a 20 km de extensão. Mais de 40 mil litros de água foram lançados no local.

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Conforme o comandante do BEA, o tenente coronel do BM, Paulo André Barroso, o incêndio já havia sido controlado ontem (10.08), mas foi totalmente extinto graças à chuva que caiu hoje na cidade. “O empenho de todos foi crucial para evitar que as labaredas se alastrassem e destruíssem esse patrimônio riquíssimo que temos. Agradeço o esforço da equipe pelo apoio”.

A equipe se deslocou para o parque na última sexta-feira (04), assim que o fogo começou. Ainda não há informações sobre as causas do incêndio, mas o BEA conta com duas equipes de perícia florestal compostas por profissionais dos bombeiros e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que se deslocarão nos próximos dias para fazer a analise da área queimada.

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Unidades de conservação são prioridades

Pelo terceiro ano consecutivo o atendimento das unidades de conservação estadual é prioritário, com um efetivo de mais de 250 combatentes florestais. Entre as 46 unidades sensíveis ao fogo que contarão com atenção reforçada estão: a Área de Proteção Ambiental (APA) Chapada dos Guimarães, Monumento Natural Morro de Santo Antônio, Parques Estaduais Gruta da Lagoa Azul, Serra de Ricardo Franco, Serra de Santa Bárbara, Araguaia, APAs Estaduais Cabeceiras do Rio Cuiabá e do Rio Paraguai e Transpantaneira.

Período proibitivo

O período proibitivo para as queimadas iniciou no dia 15 de julho e segue até o dia 30 de setembro, podendo ser prorrogado. Nesta época, utilizar fogo para limpeza e manejo nas áreas rurais é crime passível de seis meses a quatro anos de prisão, com autuações que podem variar entre R$ 7,5 mil a R$ 1 mil (pastagem e agricultura) por hectare.

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Nas áreas urbanas, o uso do fogo para limpeza do quintal é crime o ano inteiro. As denúncias podem ser feitas na ouvidoria do BEA pelo 0800 647 7363, no 193 do Corpo de Bombeiros ou diretamente nas Secretarias Municipais de Meio Ambiente.

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