Combustível em Goiânia volta a ficar mais caro - Foto/ Divulgação
Combustível em Goiânia volta a ficar mais caro – Foto/ Divulgação

Os combustíveis voltaram a ficar mais caros nos postos de Goiânia. Em alguns locais, o litro da gasolina chega a custar R$ 4,29. Segundo o Sindicato dos Postos de Combustíveis (Sindiposto), o reajuste se deve ao fim de promoções feitas pelos estabelecimentos.
No Parque Amazônia, os novos preços já estão em vigor. Além da gasolina, que ultrapassou a marca dos R$ 4, o etanol é vendido a R$ 2,99 e o diesel pode chegar a R$ 3,19. Em alguns postos, o aumento no preço da gasolina foi de R$ 0,74.

O advogado do Sindiposto, Antônio Carlos de Lima, explicou que alguns estabelecimentos estão comprando gasolina das refinarias por R$ 3,65. “Antes, os postos estavam mantendo o preço de R$ 3,80 fazendo promoções e não repassando o reajuste ao consumidor. Os postos vão ter que trabalhar com margem mínima de lucro para não espantarem os clientes e falirem”, disse.
Lima explicou ainda que com o preço antigo, já houve uma redução de 30% nas vendas. Com esse novo valor, o prejuízo aos postos será ainda maior.

Leia também:  Dois em cada três alimentos consumidos nas cantinas têm baixo valor nutricional

Aumento de impostos
Em 20 de julho, o presidente Michel Temer assinou um decreto aumentando a tributação dos combustíveis. No dia 25 de julho, o juiz Renato Borelli, da 20ª Vara Federal de Brasília, suspendeu o decreto afirmando que as motivações do executivo para aumentar o imposto não são suficientes para editar o decreto.

No entanto, no dia 26 de julho, o presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desembargador Hilton Queiroz, suspendeu a decisão.
Já no dia 3, a Justiça Federal em Macaé, no interior do Rio de Janeiro suspendeu o aumento das alíquotas do PIS e Cofins sobre os combustíveis. A decisão aconteceu após uma ação popular movida por um professor e advogado.

Leia também:  Justiça suspende decreto que aumentou preço dos combustíveis

A liminar foi derrubada no dia seguinte, 4, pelo vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), o desembargador federal Guilherme Couto de Castro. Ele entendeu que a decisão do juízo de primeiro grau “permite multiplicar, em lesão à ordem administrativa, ações populares distribuídas em outros recantos do país, já noticiadas e já suspensas por outros Tribunais Regionais”.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.