Imagem: osteoartrose joelho
Foto: Ilustrativa

A artrose, também conhecida por osteoartrose, é a doença mais comum do sistema musculoesquelético. Ela ataca as articulações promovendo, principalmente, o desgaste da cartilagem que recobre as extremidades dos ossos e também danifica outros componentes articulares como os ligamentos, a membrana sinovial e o líquido sinovial. A cartilagem articular tem por função promover o deslizamento, sem atrito, entre duas extremidades ósseas durante o movimento de uma articulação. Seu comprometimento pode gerar dor, inchaço e limitação funcional.

Apesar de poder danificar qualquer junta do corpo, a artrose afeta mais comumente as articulações das mãos, da coluna, joelhos e quadris. É um processo progressivo e degenerativo, pois modifica o funcionamento das células, tecidos ou órgãos do corpo humano. A artrose piora progressivamente com o tempo, e não existe cura. Mas os tratamentos podem retardar a progressão da doença, aliviar a dor e melhorar a função articular. É uma doença crônica, que atinge milhões de pessoas.

Imagem: Dra. PÉROLA
Mestre e Doutora em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP) Dra. Pérola Grinberg Plapler

Segundo a Mestre e Doutora em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP) Dra. Pérola Grinberg Plapler, explica que a Osteoartrite, também conhecida como artrose, é uma doença articular degenerativa sem cura, que acomete especialmente as articulações do joelho, quadril, coluna e mãos. Os dados sobre essa doença em todo o mundo são alarmantes.

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A Osteoartrite é uma doença articular degenerativa e inflamatória, que acomete especialmente as articulações do joelho, quadril, coluna e mãos. Quem tem OA sofre com muitas dores, tem a sua mobilidade reduzida, rigidez e travamento das articulações, por isso a perda da qualidade de vida. 

A Doutora Pérola informou que essa patologia infelizmente ainda não tem cura. Por isso, alguns cuidados de prevenção podem ser muito importantes. Sabe-se que está muito relacionada ao sobrepeso, por causa da sobrecarga e por causa da inflamação generalizada causada pelas células de gordura. Portanto, a perda de peso pode ser protetora. Excesso de traumas e sobrecarga sobre as articulações é outro fator. fazer exercícios de forma moderada e com orientação correta deve ser uma meta na prevenção. Alimentação adequada, com alimentos ricos em proteína e anti-oxidante pode ser um terceiro pilar da prevenção.

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“Os idosos são a faixa etária mais atingida pela doença, mas o que estamos acompanhando é um crescimento considerável de jovens com OA, como consequência do estilo de vida adotado. Isso pode se dar pelo aumento da atividade física, nem sempre feita com a moderação e técnica adequada”, aponta Doutora Grinberg Plaper.

TRATAMENTOS

Existem diferentes tipos de tratamentos. Existem os tratamentos medicamentosos como analgésicos e anti-inflamatórios, que levam à melhora no quadro sintomático, mas podem afetar outros órgãos, principalmente o sistema gástrico e os rins. Também existem tratamentos com suplementos, sendo o colágeno uma das opções mais modernas e eficazes. Estudos comprovam  o efeito condroprotetor da cartilagem pela utilização dos peptídeos de colágeno. Além disso, ele é anti-inflamatório e funciona como analgésico prolongado.  Em casos extremos, quando a dor e as limitações se mantêm, apesar de todas as tentativas de tratamento conservador, os pacientes podem, dependendo da região que a doença afetou (principalmente quadril e joelho), fazer retirada cirúrgica da articulação doente e trocar por uma prótese.

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A associação de peptídeos de colágeno, minerais quelatos e vitamina E, ambos antioxidantes, também tem se mostrado muito importantes para esses pacientes, visto que uma das causas/consequências da OA pode ser o estresse oxidativo, quando o organismo não produz a quantidade de antioxidantes necessárias para combater os radicais livres.

– No Brasil, cerca de 7% da população – em torno de 15 milhões de pessoas – sofrem com essa patologia, segundo o Ministério da Saúde;

– Essa doença é responsável por 7,5% dos afastamentos do trabalho e a quarta maior causa da determinação de aposentadoria precoce, com 6,2% dos casos;

– A Organização Mundial da Saúde (OMS) comprovou que esse problema está na quarta posição entre as anomalias responsáveis pela perda da qualidade de vida das pessoas, pois provoca dores fortes e limita os movimentos;

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