O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), foi acusado de participar da montagem de um esquema para liberar dinheiro de precatórios (dívidas decorrentes de sentenças judiciais) estaduais do Estado. A denúncia foi feita pelo ex-governador, Silval Barbosa, em um de seus depoimentos após o acordo de delação premiada.

Silval contou que o esquema teria ocorrido no fim da gestão de Maggi como governador. Na delação, Silval ainda declarou que Maggi tentou obstruir a Justiça em relação a operação Ararath, apelida de Lava Jato Pantaneira que foi deflagrada em 2010 para investigar o pagamento de precatórios.

Essa mesma denúncia também já havia sido feita pelo delator, ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Riva, onde ele afirmou que Maggi autorizou o pagamento de cerca de R$ 260,6 milhões em precatórios para a Construtura Andrade Gutierrez. De acordo com Riva, o objetivo seria abastecer um esquema de compra de apoio de parlamentares.

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E as acusações não param por ai, Silval também citou na sua delação o envolvimento dos senadores Wellington Fagundes (PR) e Cidinho Santos (PR), além de três deputados federais com mandatos em curso, cujos os nomes a reportagem não identificou. Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado também teriam recebidos repasses.

Silval relatou ainda o pagamento de um mensalinho para deputados estaduais na sua gestão em troca de apoio. Como prova, o ex-governador entregou vídeos dos parlamentares estaduais recebendo o dinheiro em espécie. Se fala que os valores pagos giravam em torno de R$ 80 mil.

OUTRO LADO

Por meio da assessoria de imprensa, o ministro Blairo Maggi, declarou que jamais usou de meios ilícitos na relação com os deputados de Mato Grosso e quando tiver acesso a delação de Silval Barbosa, vai se utilizar de todos os meios legais para se defender.

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Segundo o ministro, qualquer informação sobre ação feita ou autorizada por ele para obstruir a Justiça é mentirosa, leviana e criminosa. Cidinho Santos e Wellington Fagundes disseram que não conhecem a delação, por isso não podem comentar sobre o caso.

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