O afegão Ali Ahmad, de apenas quatro anos de idade, testemunhou um ataque do grupo extremista Estado Islâmico - Foto: Reuters
O afegão Ali Ahmad, de apenas quatro anos de idade, testemunhou um ataque do grupo extremista Estado Islâmico – Foto: Reuters

O afegão Ali Ahmad, de apenas quatro anos de idade, testemunhou um ataque do grupo extremista Estado Islâmico a uma mesquita de Cabul na semana passada.

Uma fotografia tirada durante o incidente comoveu a internet. Na imagem, é possível ver policiais chamando Ali enquanto o atentado acontece. De acordo com informações da agência Reuters, a criança estava com seu na mesquita , quando dois terroristas invadiram o local — um deles cometeu suicídio ao explodir o próprio colete e o outro atirou indiscriminadamente contra os milhares de fiéis ali presentes.

Embora o garoto tenha sobrevivido, seu avô está entre os 20 mortos pelo ataque. O pai de Ali, Sayed Bashir, estava perto da mesquita no momento do atentado e correu para prestar ajuda aos membros da família.

— Assim que houvi a explosão, pensei que tudo tivesse acabado. Liguei para o celular do meu pai, meu filho atendeu e disse: “Eles mataram o vovô”. Ele queria que eu fosse de carro e o buscasse.

Bashir relata que tentou chegar ao local o mais rápido possível, mas a polícia havia cercado o local. Ele ligou para o celular novamente e conversava com Ali quando ouviu outra explosão. “Perdi as esperanças. Tentei fazer uma nova ligação, mas o aparelho estava desligado”, explica.

Policiais chamam garoto em momento conflito - Foto: Reuters
Policiais chamam garoto em momento conflito – Foto: Reuters

O garoto havia corrido para a parte de trás da mesquita, apesar das instruções de policiais para que ele fosse até o pátio. Ali foi logo resgatado, mas as lembranças do ataque devem demorar a sair de sua cabeça.

O pai Bashir, um operário de construção civil, conta que Ali está traumatizado e vem demonstrando dificuldades em lidar com o que aconteceu.

— Por causa do incidente, meu filho está com problemas. Ele não consegue dormir.

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), pelo menos 62 civis foram mortos e outros 119 se feriram em seis ataques a mesquitas neste ano.

 

 

 

 

 

 

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