Convênio entre o Estado de Mato Grosso e o Município de Rondonópolis irá assegurar os serviços de lama asfáltica na cidade. “Manter as vias existentes garantindo-lhes conservação adequada para que elas não se deteriorem e, evitando assim, que o município tenha que gastar com serviço de tapa-buracos pede o uso de lama asfáltica grossa. A diferença entre a lama asfáltica grossa e a fina é que a primeira vai durar mais tempo. E o município tem a obrigação de utilizar os recursos nos serviços e materiais que serão melhores para a população”, explica a secretária de Infraestrutura, Nívea Calzolari.

Pavimentos são estruturas que possuem várias camadas, já que precisam suportar a carga de veículos que transitam diariamente sobre eles. Também devem ter a resistência necessária para retardar o intemperismo, que é o processo natural de decomposição do solo. Em função dessa característica é feita a escolha do material a ser utilizado no revestimento asfáltico. Assim, há asfaltos que se destinam a um revestimento de alto, médio ou baixo padrão, com a densidade compatível à sua finalidade e utilização, como quantidade e tipo de veículos que vão trafegar na via, por exemplo.

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Segundo a secretária, na execução dos serviços foi feita a opção pelo concreto betuminoso usinado a quente, o CBUQ. “Nós usamos o CBUQ porque ele tem maior resistência e melhor qualidade. Estamos fazendo um investimento de vulto, portanto devemos colocar o melhor material”, esclarece e compara ao pré-misturado a frio (PMF): “O PMF tem a restrição de não poder ser trabalhado em chuva. Ele é uma solução, sim, mas não julgamos adequado para o objeto”. O CBUQ é um dos revestimentos asfálticos mais usados nas vias urbanas e tem como substância constituinte o Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP), que compõe asfaltos de alto padrão. Por outro lado, o PMF é um revestimento para médio ou baixo padrão.

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Em relação ao edital para a contratação, a chefe da Pasta destaca que houve o cuidado de se exigir que a empresa que irá executar os serviços tenha licença ambiental para a usina de CBUQ. “O mínimo que a responsabilidade do município pede é que qualquer vencedor apresente a licença operacional do equipamento que pode gerar detritos e poluição, que é o caso da usina, seja de CBUQ ou de PMF. Afinal, precisamos respeitar as leis ambientais”,   pontua. Ela, que é engenheira, complementa: “Como se trata de um convênio e, respeitando a legislação, o concedente aprova o projeto, que passou por mim. Temos o parecer da aprovação. Nós não mandaríamos licitar um projeto que não estivesse aprovado”.

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Nívea ressalta, também, que o recurso do convênio com o estado a ser investido na pavimentação asfáltica ainda não foi repassado ao município e que a empresa que deve executá-los, a Construtora Tripolo, não iniciou os trabalhos.

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